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Após debate na Câmara, educação vai às ruas em Divinópolis

by Portalagora

Rafael Camargos

Servidores e estudantes participaram ontem de manhã, de uma manifestação no quarteirão fechado da rua São Paulo em Divinópolis. Entre as reivindicações estavam a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 55, Projeto de Lei Complementar (PLP) 257, a reforma da previdência e do ensino médio, além da flexibilização do contrato de trabalho e da prevalência do negociado sobre o legislado. No fim da tarde de quarta-feira, 9, estudantes, pais, servidores e diversas pessoas estiveram na Câmara de Vereadores para participar de um debate sobre a ocupação nas escolas estaduais e identidade de gênero. O encontro foi promovido pelo vereador, Marcos Vinícius (PROS).

Cerca de 60 pessoas, entre alunos e professores e pessoas de outros movimentos participaram da ação. A concentração começou por volta de 9h, no quarteirão fechado e de lá os manifestantes saíram panfletando em nos comércios da região central. O objetivo foi explicar para a população as ações que o governo federal quer realizar.  A diretora de políticas sociais e impressa Maria Catarina Laboré se mostrou entusiasmada com a forma que a população recebeu o movimento. — Eu fiquei feliz porque de várias vezes fomos às ruas e nunca tivemos um resultado tão positivo vindo da população. As pessoas se mostraram interessadas em saber mais sobre, foi um marco — ressaltou.

Reunião na Câmara dos Vereadores
O presidente da União Estudantil Divinopolitana (UED), André Luís, esteve na reunião e informou que pais, professores e líderes religiosos se posicionaram em relação às ocupações e, principalmente, no que eles chamam de ideologia de gênero.

— Obviamente pessoas favoráveis a discussão das questões de gênero, como também favoráveis há ocupação se posicionaram. A reunião teve a presença de representantes de várias escolas, professores de universidades, alunos da Uemg e UFSJ, da Polícia Militar, mas nenhuma deliberação foi feita; no meu ponto de vista foi só um circo montado com a tentativa de desqualificar e enfraquecer o movimento dos estudantes — concluiu o presidente da UED.

Ocupações
A única escola ocupada em Divinópolis era a Martin Cyprien, no bairro São José, mas em reunião com a Superintendência Regional de Ensino (SER), os estudantes do movimento decidiram pela desocupação. A UED confirma o fato, e informou ainda a ocupação da Escola Estadual Engenheiro Pedro Magalhães no bairro Esplanada. Já foram ocupadas as escolas Joaquim Nabuco, Manoel Corrêa Filho e a Universidade Federal de São João del Rey (UFSJ). Na cidade, o movimento de ocupação começou no dia 24 de outubro, dia da votação da PEC 55. Os estudantes são contra a proposta do governo que visa um teto de gastos para a saúde e educação nos próximos 20 anos.

No Estado
Hoje, 11, ocorre em Belo Horizonte, assim como em outras cidades do estado uma greve geral do setor.  A representante do SindUte afirmou também que o sindicato convocou a assembleia geral em prol das mudanças. —A mobilização será mais unificada. Visitei alguns sindicatos que irão participar. Vamos nos concentrar na praça da Estação, de lá vamos fazer nossa manifestação em passeata ao centro da cidade, organizamos vários atos — frisou Maria Catarina Laboré. O movimento está previsto para começar às 9h.

Motivo das manifestações
Para o SindUte, o governo federal ataca o financiamento da educação por meio da PEC, que foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora segue para votação no Senado. Na opinião do sindicato, a medida também ataca os direitos da categoria através da proposta de reforma da Previdência que será encaminhada ao Congresso Nacional a qualquer momento.

O sindicato ainda afirma que o governo tenta impor a desprofissionalização docente ao determinar por intermédio da Medida Provisória 746, que não é preciso formação para ser professor no ensino médio e nega o direito à educação. — Se estas e outras medidas do governo se concretizarem, os servidores alegam que vão estar diante da maior privatização da educação, as políticas nacionais do piso salarial, de carreira e de concursos públicos estarão comprometidas em estados e municípios — afirma a coordenadora geral do (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira.

 

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