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Suspenso uso de cadeirinha em transporte escolar

by Portalagora

Rafael Camargos

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu suspender a obrigatoriedade do uso de cadeirinhas para crianças de até sete anos e meio em veículos de transporte escolar. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 1º.

Em Divinópolis, estão cadastradas 111 vans como pessoas físicas e 90 como pessoas jurídicas, um total de 201 veículos realizando o transporte escolar na cidade, de acordo com o gerente de transportes da Secretaria Municipal de Transito (Settrans), Wilton Ezenclever.

Segundo o presidente da Cooperativa de Transportes Escolares Alternativos e Viagens (Copervan), Gladson Menezes, a mudança não modificou o trabalho dos motoristas na cidade, e mesmo que a lei tivesse sido aprovada, não teria nenhuma condição de ser executada nos veículos, pois as concessionárias teriam que fazer mudanças nos modelos.

Dia a dia

Trabalhando há 12 anos com transporte escolar, a empresária e motorista Viviane Rezende, contou à nossa reportagem que o uso da cadeirinha no transporte escolar não era seguro o bastante. Para afirmar isso, ela conta que fez o teste em uma de suas vans.

— Colocamos a cadeirinha no carro e andamos com os meninos; chegamos à conclusão que, para ter uma cadeirinha no carro precisaríamos de um cinto de três pontas, e nenhum veículo tem esse modelo. As cadeirinhas nas vans eram de grande risco, porque não tinham segurança, nós não conseguimos prendê-las — afirmou à empresária.

Viviane ainda contou que o custo para adquirir uma cadeirinha para cada passageiro é inviável.

— Cada cadeirinha custa em media R$ 350, e eu não poderia exigir isso dos pais. Então essa suspensão é válida, pois a cadeirinha, ao invés de segurança trazia riscos — finalizou.

Mudanças

A decisão inicial do Contran, publicada em julho de 2015, gerou revolta entre os trabalhadores da classe. A lei previa que, a partir de fevereiro 2016, os veículos de transporte escolar teriam de disponibilizar cadeirinhas para crianças de até sete anos e meio.  Na época que a mudança foi proposta pelo órgão, a exigência provocou protestos de motoristas de Minas Gerais e outros estados.

Durante os protestos, num dos questionamentos, os motoristas diziam que as cadeirinhas não eram práticas. No final de 2015, a fiscalização já havia sido adiada para 1º de janeiro de 2017.

Decisão

A instituição explicou que a decisão de suspender a exigência foi tomada em razão de dificuldades técnicas, econômicas e sociais para a adaptação dos veículos escolares em circulação, além da baixa oferta no mercado de cadeirinhas com cinto de segurança do tipo sub-abdominal.

 

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