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Novo salário mínimo entra em vigor

by Portalagora

 

Jorge Guimarães

 

O governo anunciou o novo valor do salário mínimo, Ao final da última semana de 2016, o que sai dos R$ 880 atuais para R$ 937, representando um aumento de R$ 38,6 bilhões da massa salarial em 2017. O valor representa 0,62% do Produto Interno Bruto (PIB) e começou a vigorar desde ontem. O aumento ficou abaixo do previsto na lei orçamentária, que era de R$ 945. Segundo o Ministério do Planejamento, isso ocorreu porque a inflação será menor do que o projetado inicialmente.

A medida deve ter impactos, imediatos ou não, para a economia. Para o trabalhador, pode trazer uma alegria inicial, pois dinheiro a mais no bolso sempre é bem-vindo. Porém, vendo pelo lado empresarial, o reajuste, neste momento da economia, pode trazer efeitos sobre as finanças, desde a diminuição do lucro ou até mesmo o agravamento das dificuldades econômicas.

Ficando com o lado positivo, o aumento deve elevar o consumo das famílias e segmentos como os hipermercados e supermercados terão suas margens de vendas voltando a crescer. Como todo sonho costuma durar pouco, o jeito é aproveitar o momento enquanto os alimentos e outros itens não sofrem reajustes de preços, em decorrência também do aumento do mínimo.

Segundo o especialista em Finanças, Célio Tavares, no seu ponto de vista, quem saiu perdendo foi o empregado, que deveria ter um aumento maior de salário. Sobre o aumento na alimentação, ele não vê que o salário mínimo, isoladamente, vá afetar em muito os preços de certos itens.

— Ainda mais num mercado competitivo como está, nos dias atuais, a tendência entre os empresários do segmento de alimentação é diluir o máximo possível o impacto do mínimo. Quanto aos itens propriamente ditos, os alimentos, principalmente as hortaliças e as frutas, o aumento real mesmo acontece é na entressafra. Impacto na alimentação só no decorrer do tempo, quando vierem outros ajustes — avalia.

 

Prudência

 

Na atual situação de incerteza em que vive o país, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, como diriam os antigos. Assim é que muitos estão enxergando o primeiro trimestre do ano, que geralmente é complicado, devido a férias, pagamentos de tributos e outros gastos.

— No segmento de alimentos, o aumento vem escalonado. Ele nunca é repassado automaticamente, pois muitos fornecedores têm estoques e todos já sabiam do aumento. As negociações das compras já vinham sendo feitas com base nesse aumento. Creio que, hoje em dia, com a diminuição da demanda, temos de ter prudência e consciência, senão, acabamos perdendo clientes — detalha o empresário ramo de alimentação Paulo Roberto.

Para o gerente de supermercado, André Luiz, o repasse do aumento do mínimo não será repassado no momento. — Nossas negociações com fornecedores já foram feitas pensando nesse aumento. E temos ainda um ótimo centro de distribuição que nos abastece em itens como arroz, feijão, óleo e outros itens da cesta básica. Como temos em estoque, os valores não devem ter variações imediatas — ressalta o gerente.       

 

Produtividade

 

Mas o ano não começou somente com notícias negativas. É que, diante de uma perspectiva de retomada lenta da economia, o mercado de frutas e hortaliças vai exigir um aumento do consumo para compensar a alta da oferta esperada em 2017, de modo a evitar excedentes de produção. Com isso, os custos não devem aumentar em razão de melhorias na produtividade e preços estáveis nos insumos. Essa é uma das projeções divulgadas, na última sexta, pelos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo os analistas desse órgão, a possibilidade de um clima mais favorável em 2017 pode resultar em excedente de oferta, pressionando os valores das frutas e hortaliças. Entretanto, a rentabilidade poderá ser comprometida caso o aumento na produtividade não diminua o gasto por unidade ou o consumo não se eleve.

Em retrospectiva, os técnicos apontam como fator-chave do ano de 2016 a influência da alta do dólar nos custos mais elevados dos insumos, o que acabou sendo integralmente repassado aos preços. Houve também aumento dos gastos por conta da queda na produtividade dos alimentos relacionada a problemas climáticos.

 

 

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