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Em meio a transição na UPA, Prefeitura cita preocupação e falta de alternativas

Reunião do Conselho de Saúde será na Câmara devido à importância do tema; procura nos ambulatórios diminui 

by JORNAL AGORA

Matheus Augusto

“Pede socorro” e “alerta máximo”. As duas expressões foram utilizadas pela Prefeitura de Divinópolis, no domingo, para definir a situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Em nota, o Executivo citou a cobrança, “sem sucesso”, com a regulação do Estado e dificuldade de comprar leitos da rede privada. 

— O município também está tentando realizar a compra de vagas para adultos, porém até o momento nenhum hospital respondeu de forma positiva para tal aquisição — informou. 

Segundo a administração, até ontem, 34 pacientes adultos e 3 crianças aguardavam por uma vaga de enfermaria. Além deles, outros 11 adultos aguardam transferência hospitalar para um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A ocupação no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), do qual a Prefeitura adquiriu 12 leitos pediátricos de enfermaria e 2 de CTI, está em 100%. 

— O município segue cobrando a regulação do Estado pela resolução desse problema, porém até o momento sem sucesso — conclui. 

A reportagem questionou a Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG) durante todo dia sobre as medidas em andamento. No entanto, até o fechamento desta página, por volta das 17h, não houve resposta. 

Transição

A Prefeitura, o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp) e Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Oeste para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência (CIS-URG) iniciaram, na última quinta-feira, a transição da gestão da UPA. Uma comissão foi nomeada pelo Executivo para conduzir o processo. O objetivo é preservar a assistência dos pacientes neste período. 

A mudança de gestão, afirmou a Prefeitura ao Agora, não impactará os cofres públicos. 

— Nenhum custo adicional, senão aqueles oriundos da execução do contrato até a data da sua efetiva rescisão. Como é amigável, não haverá incidência de multa para nenhuma das partes — garantiu. 

Ainda de acordo com a atual administração municipal, a decisão afeta apenas a nomenclatura do contrato. 

— Quanto ao formato de contrato, pelo fato de estarmos saindo de uma relação contratual como uma Organização Social e iniciando uma relação contratual com um consórcio, o contrato assumirá o formato de Contrato de Programa, como é típico dos consórcios — detalhou. 

Avaliação

O tema também será discutido pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS). A Prefeitura, inclusive, já enviou um ofício solicitando uma reunião de deliberação. Devido à relevância do assunto, o conselho solicitou o uso do Plenário da Câmara. 

A reunião será oficializada nesta semana, devendo ocorrer no dia 28 de maio ou 5 de junho, às 19h. 

Presidente da entidade, Guilherme Lacerda ressaltou a importância do CMS ter ciência dos detalhes do rompimento contratual com o Ibrapp e as metas a serem cumpridas pelo CIS-URG. 

— Como representantes da população que utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) queremos que os atendimentos sejam eficazes, resolutivos e principalmente que a população seja encaminhada às vagas necessárias para que não fiquem sem o tratamento ideal na UPA, que é um equipamento de estabilização e transferência, e não figurando como hospital como tem acontecido — reforçou. 

Pontos de atendimento

Enquanto a situação na UPA é crítica, a Prefeitura reforça a importância da população com sintomas gripais e de dengue procurarem os postos de saúde ou os ambulatórios —onde a procura  tem diminuído a cada dia.

A estrutura para adultos fica à rua Nova Serrana, 140, no bairro Afonso Pena – próximo à Igreja São Sebastião. Já crianças com menos de 13 anos são atendidas na Policlínica, à rua São Paulo, 10, Centro. 

O atendimento é diário, inclusive aos fins de semana, das 7h às 19h. São dois médicos e duas equipes de enfermagem em cada. 

A secretária de Saúde (Semusa), Sheila Salvino já havia reforçado a importância da população, com sintomas de dengue ou doenças respiratórias, procurar os ambulatórios. 

— As equipes e os locais onde funcionam os dois ambulatórios estão preparados para receber a população que, neste momento, são de grande importância também como suporte à UPA Padre Roberto — destacou. 

Hospital Regional

Até a última atualização, em meados de abril, a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) detalhou os avanços na obra do Hospital Regional em Divinópolis. 

— Foram executados serviços parciais de demolição do forro de gesso, revestimento e tratamento superficial de pisos, revisão da cobertura, instalações elétricas e de telefonia. A principal frente em andamento é a pavimentação externa. As próximas etapas previstas para a obra incluem a instalação parcial de esquadrias e instalações hidrossanitárias, incluindo a colocação de peças hidráulicas e de serviços de elétrica — detalhou, na época. 

(Foto: Divulgação/PMD)

Principal problema é falta de leitos para transferência

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