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Os nojentos 

by JORNAL AGORA

CREPÚSCULO DA LEI – Ano VI – CCLXXXIII

Determinado político referiu-se aos seus adversários como “minoria nojenta”.

(…)

Realmente o nojo é algo que perturba e traz à tona vários juízos morais, de ordem orgânica e que envolvem desprezo e humilhação.

Esta questão já foi estudada por autores pertinentes. 

Todavia, a invocação do nojo em desfavor de alguém é um fenômeno que não pode ser suprimido por conta de muito dizer sobre os envolvidos – o enojado e os nojentos – em dado contexto específico.

Sob esse aspecto, nojento seria  aquele que causa violenta repulsa diante do intolerável asqueroso. Trata-se realmente de reação orgânica, uma sensação – presença intrusiva – capaz de abalar a ordem carnal do enojado.

Tal abalo carnal – orgânico – da ordem das depreciações, conduzem ao mencionado duplo reducionismo de afastamento (desprezo) e submissão (humilhação) contra o nojento.  

Significa que as relações orgânicas de putrefar o sujeito pelo nojo se constituem em elementos básicos de discursos autoritários.

Assim, torna-se evidente que uma alusão ao nojo perfaz um “ritual de desprezo” e, conforme já dito, se constitui em uma “encenação das humilhações”, cujo processo máximo se potencializa em – vide experiências passadas – casos de profunda apatia diante das torturas. Afinal, o torturado era (ainda é), antes de tudo, um “nojento”. 

Aliás, os amantes das torturas – tão atuantes por aí – não conseguem disfarçar o prazer ao festejarem o enojamento atribuído às suas vítimas, tão recompensado pelo êxtase libidinoso da dor arrancada “brilhantemente” das vítimas.

Nesse sentido, tornar alguém “nojento” é conduzi-lo às raias da dor merecida, seja moral, seja física. 

Não há nada que possa superar o gozo do NOJOTERRORISMO do que ver um nojento reconhecido como tal sofrendo devidamente, ao ponto de se converter toda dor em exaltação ao avesso do nojo pelo prazer. É, de fato, algo carnal.

Para satisfazer (também) as vias do senso mediano, pode-se também admitir uma breve consulta ao dicionário e conferir ainda que nojento é aquele que se comporta de maneira baixa, imoral, corrupta e revoltante.

Portanto, não seria tanto mais NOJENTO fazer parte de uma tríade investigada por produzir “fake News” (ser mentiroso) em face das enchentes no Rio Grande do Sul, comprometendo resgates e vitimando vidas?

Ora, ser investigado pela Polícia Federal, em situação de exploração da mentira diante da tragédia nacional, se configura em algo tão realmente nojento que faz com que aquela  “minoria” ofendida se sinta  – de fato – enojada.

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