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Divinópolis contabiliza mais de 300 casos de hepatite desde 2012

Entenda a diferença de gravidade entre níveis da doença

by JORNAL AGORA

Ígor Borges

Desde 2012, Divinópolis já confirmou 354 casos de hepatite. A doença atinge o fígado e pode causar desde alterações leves, moderadas ou graves. Os casos estão, em suma, ligados a infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. 

Os sintomas envolvem: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

O Agora levantou dados divulgados pelos painéis temáticos da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). 

Gravidade

De acordo com a Semusa, as hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Em Minas Gerais, a hepatite A, que atinge principalmente crianças, é a mais comum.

— Contudo, as hepatites B e C causam maior preocupação, pois podem evoluir para cirrose e até câncer no fígado, além de não apresentarem sintomas, o que faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico — completou a pasta.

O impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às do HIV e da tuberculose.

Dados

Conforme dados divulgados pela Semusa, Divinópolis registrou 408 notificações e 354 confirmações da doença entre 2012 e 2023. Nesse período, o ano com mais casos foi 2014, com 66 registros. O ano de 2012 teve 13 casos notificados.

O público masculino é o mais afetado, com 72,32% dos casos. Entre as mulheres, 98 pacientes foram diagnosticadas com a doença desde 2012. Ou seja, a cada dez casos da doença, sete são em homens.

A faixa etária com maior concentração de casos é de pessoas entre 50 e 59 anos, uma vez que 123 notificações foram registradas. 

Entre os bairros, o Centro lidera, com 33 confirmações. Catalão e Interlagos tiveram 12 registros cada, enquanto Niterói e Porto Velho tiveram 11.

Hepatite A 

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a transmissão da hepatite A é fecal-oral, ou seja, contato de fezes com a boca. A doença tem relação com alimentos ou água contaminados, baixos níveis de saneamento básico e higiene pessoal.

Outras formas de transmissão são contato pessoal próximo (intradomiciliares, pessoas em situação de rua ou entre crianças em creches), e contato sexual (especialmente em homens que fazem sexo com homens – HSH).

A estabilidade do vírus da hepatite A (HAV) no meio ambiente e a grande quantidade de vírus presente nas fezes dos indivíduos infectados contribuem para a transmissão.

— A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno (sem gravidade). O tratamento baseia-se em dieta e repouso. Geralmente melhora em semanas e a pessoa adquire a imunidade, ou seja, não terá uma nova infecção — explica a secretária estadual.

Hepatite B 

A hepatite B é uma doença mais grave, que pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou durante o parto, sendo denominada de transmissão vertical. Esse tipo de transmissão, caso não seja evitada, pode causar uma evolução desfavorável para o bebê, que apresenta maior chance de desenvolver a hepatite B crônica.

A transmissão pode ocorrer também:

  • Através de sangue contaminado;
  • Ao compartilhar materiais como seringa, agulhas, objetos de higiene pessoal lâminas de barbear e depilar, escovas de dentes, alicate de unhas e outros objetos que furam ou cortam ou utilizados na confecção de tatuagens e colocação de piercing;
  • Através de relações sexuais desprotegidas com pessoa contaminada.

Esse tipo de hepatite não apresenta sintomas na fase inicial, o que dificulta o diagnóstico precoce da infecção.

De acordo com a Secretaria do Estado, há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites caso você já tenha se exposto a algumas dessas situações:

– Teve mais de 2 parcerias sexuais em 1 ano.

– Usa piercing ou tem tatuagem;

– Utiliza ou já utilizou drogas injetáveis e inaláveis;

-Utiliza ou já utilizou anabolizantes ou outros produtos injetáveis para a atividade física;

– Transfusão de sangue antes de 1993;

– Cirurgia de grande porte antes de 1993 (inclusive cesárea).

A hepatite B não tem cura. Entretanto, o tratamento é necessário para reduzir as complicações e os riscos de avanço da doença, especificamente cirrose, câncer hepático e morte.

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