Ômar Souki

Abro a porta do meu apartamento e sou recebido com entusiasmo pelos meus dois shitzu e pela minha gatinha. Sou também abraçado pelos sons clássicos emitidos pela nossa Alexa. Em nossa ausência pedimos que ela toque “música clássica relaxante”. Assim o ambiente fica impregnado de uma paz que se derrama pelos móveis, imagens de santos, aparelhos e animais. Saio do mundo e entro no espaço encantado do meu lar, que também pode ser considerado como o nosso mosteiro particular. Minha esposa, Rejane, e eu temos o costume de deixar a música tocando durante a nossa ausência. Isso tem nos ajudado a manter um clima celestial em nosso entorno. Só de chegar aqui, não só ouvimos, mas também respiramos a serenidade.

No site vivercultura.com.br encontrei informações detalhadas sobre o efeito da música. Menciona vários estudos comprovando que “a música impacta o corpo, a mente e o comportamento, influenciando emoções, ritmo cardíaco e até mesmo a pressão sanguínea”. Apresenta a pesquisa de Masaru Emoto que “demonstra que as moléculas de água são profundamente alteradas em sua forma pela ressonância”. Quando se trata de música violenta, as moléculas adquirem aparência disforme, mas sob o efeito dos clássicos, elas tomam formas agradáveis e simétricas. Essa descoberta pode ser generalizada para o nosso corpo, pois, somos formados por setenta por cento de água.

Durante as celebrações religiosas, acompanhadas de cânticos e recitação de salmos, sinto uma especial elevação que me aproxima do êxtase espiritual. “O cântico sagrado desperta na alma um ardente desejo por aquilo de que se canta; acalma as paixões que foram despertadas pela carne; bane os maus pensamentos sugeridos a nossa mente por nossos inimigos invisíveis; inunda a alma de graças, tornando-a fecunda em muitas maneiras; faz aqueles engajados no combate espiritual capazes de suportar as mais terríveis provações e dá, pôr fim, aos religiosos e aos fiéis um remédio contra as doenças da vida mundana” (salvemaria.com.br).

“Além de proporcionar diversão e prazer, a música tem a vantagem de melhorar a saúde de uma forma segura e econômica”, afirma documento do Conselho Global de Saúde Cerebral (GCBH, na sigla em inglês). 

Desde jovem aprecio a música clássica e seu efeito em meu corpo, especialmente em meu cérebro. Lendo, estudando, preparando apresentações e escrevendo—com um fundo musical clássico—sinto que a minha criatividade e produtividade melhoram. Observo também um efeito profundamente relaxante que me oferece—como uma cortina energética—uma separação entre as preocupações cotidianas e a produção intelectual. Enfim, a música favorece a entrada no estado de fluxo (“flow” em inglês) que nos mantém no aqui, agora, deslanchando nossa produtividade: fazendo mais com menos esforço.

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