Da Redação
Crianças a partir de 4 anos já podem receber a vacinação contra a dengue em Divinópolis. A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), anunciou que a medida foi adotada diante da baixa procura entre as faixas etárias já convocadas e tem como objetivo evitar o risco de perda de doses, considerando os prazos de validade das vacinas.
Com essa decisão, a imunização passa a ser ofertada para o público de 4 a 16 anos. Em 2025, até o momento, a rede pública municipal aplicou 14.653 doses, sendo 9.704 referentes à primeira dose (D1) e 4.949 à segunda dose (D2).
Vacinação
O imunizante está disponível em todas as unidades básicas de saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Além disso, a vacinação também pode ser realizada nas unidades do programa Saúde na Hora, no período da noite, das 18h às 21h.
A vacina continua disponível para aplicação da segunda dose em pessoas que já receberam a primeira há três meses ou mais.
Documentos exigidos
Para receber a vacina, as crianças devem estar acompanhadas dos pais, mães ou responsáveis legais e apresentar a caderneta de vacinação. Nos casos em que não houver cadastro na unidade de referência, é necessário apresentar documento com número de CPF ou cartão do SUS, além de comprovante de endereço em Divinópolis.
Em situações de diagnóstico recente de dengue, a recomendação é aguardar seis meses após o início dos sintomas para iniciar o esquema vacinal. Caso a infecção ocorra após a aplicação da primeira dose, o intervalo entre as aplicações deve ser mantido, desde que a segunda não seja feita em período inferior a 30 dias após o início da doença.
Casos de dengue
Entre janeiro e setembro de 2025, Divinópolis registrou 3.522 casos notificados de dengue. Desse total, 2.245 foram confirmados laboratorialmente ou por critério clínico-epidemiológico. Outras 1.270 notificações foram descartadas e seis permanecem em aberto. O município não registrou nenhuma morte no período analisado.
Ainda conforme os dados divulgados, 233 pessoas precisaram de hospitalização em decorrência da doença.
Os números mostram uma diferença na incidência de casos entre homens e mulheres. Do total de confirmados, 1.932 foram em pessoas do sexo feminino, representando 45,14% das ocorrências. Já entre os homens, foram 1.590 registros, o que equivale a 54,86%.
Entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, foram registrados 889 casos. Os adolescentes de 15 a 19 anos, foram confirmados 312 casos. Já entre crianças e pré-adolescentes de 10 a 14 anos, o número chegou a 221 confirmações. No grupo de 5 a 9 anos, foram registrados 223 casos, enquanto em crianças de 1 a 4, 117 registros. No recorte de menores de 1 ano, a cidade contabilizou 16 casos no período.
A maior concentração está na faixa etária de 20 a 29 anos, com 685 registros, sendo 401 em mulheres e 283 em homens. Em seguida, aparecem os pacientes de 30 a 39 anos, com 563 casos confirmados, dos quais 289 são em mulheres e 274 em homens.
