As costuras visando às eleições do ano que vem para todos os cargos seguem a todo vapor. Apesar de o foco principal ser a Presidência da República, em especial devido à desistência de Tarcisio de Freitas (Republicanos), “figurões” mineiros miram o Senado e Câmara Federal.  Mesmo os partidos avaliando ainda ser cedo para confirmar os nomes,  ex-governadores, como Aécio Neves (PSDB), ministros e outros representantes do Estado se movimentam para a corrida eleitoral. Neves, nome preferido do funcionalismo público de Minas, tenta emplacar uma candidatura para o Senado, apesar de seu nome aparecer bem cotado nas pesquisas para governador. O tucano governou o Estado por dois mandatos e tinha o nome sempre em evidência, quando a rivalidade no País era entre seu partido e o PT. Com o crescimento do bolsonarismo, que passou a duelar com a sigla de Lula, sofreu significativa queda de popularidade. No entanto, tem expertise, experiência e jogo de cintura para virar a chave. 

PT X PL

Ainda quando o assunto é o Senado, a queda de braço entre direita e esquerda em Minas, promete.  O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD),  já deixou claro que não mudará de partido,  concorreu na disputa de 2022  à Casa Legislativa, é o cotado para concorrer a  cadeira no ano que vem. O pensamento é que desta vez, com Lula no poder, tenha mais sorte. Ele tem afirmado que está à disposição do governo federal, porém, o mais certo é que se descompatibilize do cargo para se candidatar. Do outro lado, o nome do PL para a disputa em Minas ainda passa por disputas internas. Até então, o que se tem é que nomes como o presidente estadual do partido, Domingos Sávio, do deputado federal Eros Biondini, do estadual Cristiano Caporezzo e o vereador por Belo Horizonte Vile Santos, além de Marco Antônio, o “Superman”, estão no páreo. Quanto à viabilidade de um deles, nada confirmado, por enquanto. O problema é que o tempo está passando, e depois, pode ficar curto para emplacar alguém. 

Cerceamento político

É o que alega a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em resposta formal à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve o político em prisão domiciliar e sob medidas cautelares. Na visão dos advogados, a determinação é “sem respaldo jurídico”, uma vez que não há denúncia formal contra Bolsonaro no processo relacionado à suposta coação no curso do processo, ligada às tentativas de contato com o governo dos Estados Unidos. Os defensores sustentam que apenas o deputado Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo foram denunciados, enquanto o ex-presidente foi excluído da acusação. Por isso, afirmam que não existem “mínimos pressupostos jurídicos” para manter as restrições, como a prisão domiciliar e o bloqueio de suas redes sociais. Alegam também que as restrições impedem o principal nome do PL no Brasil de se comunicar com seu eleitorado “às vésperas de um ano eleitoral”, o que, na visão da defesa, caracteriza cerceamento político. Bem, totalmente errados, não estão, mas existem outras questões que pesam para a manutenção da prisão. Além disso, fala o quê com eleitorado neste momento de tanta indecisão dentro do seu partido?

Sem morte? 

Como se não bastasse a gravidade da situação do metanol país afora, vem o desencontro de informações  entre os órgãos de Saúde responsáveis em monitorar e informar sobre os casos. A última é a  Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) dizer que a morte suspeita por intoxicação do produto, divulgada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira, 13, em Açucena, foi um erro do governo federal. A pasta afirma que o MS lançou o mesmo caso duas vezes. A Informação é sobre a morte de um homem de 26 anos, morador de Açucena, que foi transferido para Ipatinga, as duas cidades no Vale do Aço. No atendimento, o teste deu negativo, descartando a hipótese de intoxicação. As notificações investigadas investigadas em Minas eram de Belo Horizonte, Poços de Caldas e da suposta morte em Ipatinga, que acabou sendo registrada duas vezes, como se fosse também de Açucena. Que bagunça! Principalmente na cabeça da população. 

No Brasil 

Último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde divulgado nesta segunda-feira, mostra que há 213 notificações por suspeita de intoxicação por metanol, do total, 32 casos foram confirmados e 181 investigações em andamento. 320  foram descartados. Com estes descartes em Minas, seguem São Paulo, com 28, Paraná ,3, e Rio Grande do Sul, 1. Tomara que pare por aí.

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