Morto em confronto com a PM teve participação em atropelamento de militar

‘Coité’, como era conhecido, foi um dos investigados pela morte do soldado Edgar Porfírio, atropelado durante blitz em Divinópolis

Da redação

Mike Lauro Teixeira, de 33 anos, mais conhecido como “Mike Coité”, morreu na noite de segunda-feira, 13, após trocar tiros com a Polícia Militar (PM) durante uma operação em Ermida, bairro de Divinópolis.

O que poucos sabiam é que o suspeito morto no confronto teve ligação direta com um dos crimes mais chocantes da cidade, ocorrido há 12 anos: o atropelamento e morte do soldado da PM Edgar Porfírio, em 2013, durante uma blitz da “Lei Seca” no bairro São José.

O crime que marcou Divinópolis

A Polícia Militar realizava uma blitz de rotina na rua Castro Alves na noite de 26 de outubro de 2013, quando o soldado Edgar Porfírio foi brutalmente atropelado por uma Fiat Strada que desobedeceu à ordem de parada. O veículo, conduzido por Tiago Henrique Pereira Santos, de 24 anos, avançou contra os militares, arrastando o policial por cerca de 50 metros.

O impacto causou traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas. Edgar foi socorrido em estado gravíssimo pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Santa Mônica, onde ficou em coma induzido. Apesar dos esforços médicos, teve morte cerebral confirmada dias depois.

O caso gerou comoção e revolta em Divinópolis e em todo o estado. O militar, que era reconhecido pelo comprometimento com o serviço, foi homenageado pela corporação e pela comunidade, tornando-se símbolo de respeito e bravura.

Ligação com Mike “Coité”

As investigações apontaram que o veículo responsável pelo atropelamento pertencia a Mike Lauro Teixeira, então com 21 anos. Ele foi localizado no distrito de Ermida e admitiu ter emprestado o carro a Tiago Henrique, autor do atropelamento.

À época, Mike já acumulava diversas passagens policiais, incluindo crimes de trânsito, lesão corporal e ameaça. A Justiça determinou seu cumprimento de pena em regime semiaberto no Presídio Floramar. O carro usado no crime já havia sido apreendido meses antes, também por desobediência em uma abordagem policial envolvendo a mesma dupla.

A participação de Mike no caso consolidou seu nome no meio policial de Divinópolis como um dos jovens com histórico de reincidência e resistência à autoridade.

O confronto fatal

“Mike Coité” voltou a aparecer no noticiário, desta vez como vítima de um confronto armado com a PM. De acordo com a corporação, policiais do Grupo Especializado em Recobrimento (GER) realizavam operação no bairro Florermida, quando tentaram abordar um homem em atitude suspeita.

Segundo o Boletim de Ocorrência, Mike reagiu à aproximação dos militares e disparou contra a equipe, que respondeu à agressão. Ele foi atingido, recebeu socorro imediato e foi levado à UPA 24h, mas não resistiu aos ferimentos.

No local, os policiais apreenderam uma pistola Taurus calibre .380, com três munições deflagradas. Mike possuía extensa ficha criminal, com registros por homicídio, tráfico de drogas, roubo, receptação e desobediência.

Com a morte dele, cinco suspeitos já perderam a vida em confrontos com a PM na cidade, somente em 2025.

A trajetória de reincidência

Desde o caso de 2013, Mike Coité passou por diversas prisões e processos. Chegou a cumprir parte das penas em regime semiaberto, mas voltou a ser investigado em operações ligadas ao tráfico de drogas e furtos de veículos.
Nos últimos anos, teria se envolvido com grupos criminosos atuantes nas zonas rural 

O caso que não se apagaA lembrança do soldado Edgar Porfírio ainda ecoa entre colegas e familiares. O militar, que tinha 29 anos à época, foi homenageado com o nome em unidades da PM e em eventos de segurança pública.

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