Nem ao Senado, muito menos ao governo de Minas. Rodrigo Pacheco (PSD), vai para o Supremo Tribunal Federal (STF) para o lugar do ministro Luís Roberto Barroso, que se despede da Suprema Corte. Apesar de uma movimentação em torno de outros nomes, em especial o do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que seria o preferido do presidente Lula (PT), uma fonte disse com exclusividade a este PB, que o petista não resistirá aos pedidos de atuais ministros do Supremo e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Os próximos dias podem confirmar esta informação. Aguardem. 

Jantar denuncia 

Indícios de que Pacheco é o preferido para suceder Barroso podem ser confirmados, em um jantar em que Lula recebeu ministros do STF para um jantar nesta terça-feira, 14, no Palácio da Alvorada, exatamente para discutir a vaga aberta com a aposentadoria Luís Roberto, que ocorrerá de forma oficial no sábado, 18. Aliás, ministros estes que defendem o nome de Pacheco. Para além disso, se o presidente do Senado tem a mesma opinião, dificilmente seus colegas de bancada serão contrários. Por estas e outras, não é difícil chegar à conclusão que o nome do representante de Minas é “carta marcada”. 

 Nome forte 

Durante o encontro, os ministros reforçaram a Lula a necessidade da indicação de um nome forte para manter a solidez da Suprema Corte em meio a julgamentos de temas sensíveis, como a ação penal da trama golpista. E a preferência por Pacheco, não é por acaso. Ex-presidente do Senado, com muita experiência na área jurídica, diálogo com diferentes frentes do meio político, além de ser visto como uma figura equilibrada de centro. Pensamento que é compartilhado por Alcolumbre.  Além do fato de serem aliados há anos no Congresso, o presidente do Senado e outras lideranças do Legislativo já indicaram que o senador mineiro não teria nenhum problema em ser aprovado, até mesmo por aclamação. 

Pode pesar 

O fato de Lula defender o nome de Pacheco para o governo de Minas, onde teve maioria de votos nas últimas eleições, o possibilitaria repetir a dose com a ajuda do senador. Talvez, por isso, tem dito que sua preferência para o STF é Jorge Messias, que também tem um forte apoio do PT. Além do mais, algumas áreas petistas não confiam  totalmente no senador mineiro, pelo fato de, como Cleitinho, transitar com pautas e apoios, tanto na direita, como na esquerda. Fatos estes, que por enquanto, parecem pairar um certo mistério em torno da escolha. Pura estratégia! 

De novo 

Servidores da segurança pública e suas entidades representativas saíram frustrados e indignados com mais uma negativa de recomposição salarial.  Em nova audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o secretário  secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Fernandes Lourenço Gomes, manteve o mesmo posicionamento: a situação fiscal e financeira do Estado não permite. Não dá pra entender essa perda de tempo dos envolvidos nesse suplício. No fundo sabem que a resposta é não, e que a expectativa da categoria vai terminar apenas nas promessas do governador. Simples assim.  

Ato na praça 

Pode ser a última tentativa da categoria. É o que anuncia o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol), Wemerson Silva de Oliveira. Para ele, “só na rua e na pressão para sermos valorizados. O protesto foi anunciado para o próximo dia 28 na praça Carlos Chagas, em Belo Horizonte, em defesa dos servidores de todas as forças de segurança. Infelizmente, não vai “virar nada”!

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