Se a Central de Regulação funcionando dos municípios, já bate o recorde de reclamações e deixa a desejar a  forma de como são distribuídas as vagas de internação, imagina lacrar as portas e concentrar todo o atendimento em Belo Horizonte. Pois é. Esta é a intenção da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), denunciada pelo vereador Josafá Anderson (Cidadania) na tribuna da Câmara, na reunião desta quinta-feira, 15.  Conforme as informações, são 13 centrais macrorregionais no Estado, que devem encerrar suas atividades. Realmente era o que faltava em uma Saúde que há muito deixa a desejar. 

IA. Isso mesmo  

Recado dado pelo governo, a medida visa transferir toda a gestão das internações e o controle de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma única unidade centralizada na capital mineira, que seria operada, em parte, por um sistema de Inteligência Artificial. Se com atendentes humanos que fazem todo sacrifício para fazer a fila andar, vive emperrada, imagine um atendimento dessa magnitude – vidas em jogo – feito por IA. A pergunta que fica é: o que está havendo, em especial neste segundo mandato de Romeu Zema (Novo)?. E o serviço de regulação que vai de encontro ao princípio fundamental do SUS, que é a descentralização e a regionalização do atendimento, como bem disse Josafá? Transferir a decisão sobre a vida de um paciente para uma central distante, que nem imagina da realidade dos municípios não é só irresponsabilidade, é gravíssimo. Medida que se for consolidada, pode trazer sérias consequências para todo território mineiro, inclusive com perdas de vidas. 

Na parada 

Apoio que pode significar um candidato com apoio do presidente Lula em Minas Gerais, que não seja Rodrigo Pacheco (PSD). É o que parece, e vai além. O senador vai ser mesmo o nome escolhido para substituir o ministro Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Ou o que, então justificaria a filiação de Alexandre Kalil, justamente ao PSD, em mega encontro com a ministra da articulação política, Gleisi Hoffmann, por horas, em Brasília?  E isso tudo aconteceu horas depois da filiação dele ao partido e a confirmação de sua pré-candidatura ao governo de Minas. Coincidência? Óbvio que não. Na política não  tem isso. Tudo é muito bem pensado e planejado. Tudo foi interpretado como um aceno do Palácio do Planalto a  Kalil. Os dois se sentaram à mesa em jantar oferecido pelo líder do PDT na Câmara, deputado Mario Heringer (MG), nesta quarta-feira, 15.

Nome viável 

Não resta dúvida que na cúpula do PDT e PT na capital federal, todos já sabem que Pacheco está fora da jogada. Assim, quase que de imediato já pensaram em outro nome que seja viável para o apoio do presidente Lula em Minas, rumo a cadeira que será deixada por Zema. Lula só não esteve presente porque está fora do país, mas a presença da ministra representa, é claro, um “ok” do presidente à candidatura de Kalil. Tabuleiro que começa a receber as peças para a disputa pelo Palácio Tiradentes. Simples assim.

Cenário cinzento 

Por enquanto, já que até o fim do ano, ele deve clarear e apontar os nomes que realmente vão concorrer ao governo de Minas. A ausência de Pacheco na disputa, poderia trazer Alexandre Silveira como opção para Lula. No entanto, na avaliação de alguns parlamentares mineiros, o ministro de Minas e Energia enfrenta resistência de algumas alas. Além disso, veem em Kalil um nome mais forte. O ex-prefeito de BH e o ministro em evidência,  reacende, aliás, uma disputa antiga: foi a divergência dos dois que resultou na saída de Kalil do PSD, anteriormente. Aguardemos!

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