Fabiano Cazeca
O agronegócio, que envolve a agricultura e a pecuária, é fundamental para o Brasil por ser um dos principais sustentáculos da economia brasileira, com grande participação no Produto Interno Bruno (PIB) e nas exportações, gerando assim, riqueza e divisas.
Mas não é apenas isso, o agronegócio garante a segurança alimentar para a população brasileira e até para grande parte do mundo, ao mesmo tempo que é um grande empregador e fomenta o desenvolvimento de tecnologias.
O agronegócio é o principal impulsionador das exportações brasileiras, trazendo bilhões de dólares em receita para o país, com destaque para commodities como soja, milho e carne. Sem falar que o agronegócio impulsiona outros setores da economia brasileira, como a indústria de insumo, transporte e tecnologia agrícola.
Neste diapasão, não podemos esquecer que o agronegócio é um grande gerador de empregos. Embora sendo um segmento que, individualmente, nem sempre é um grande empregador, mas, como no contexto geral, o agronegócio é muito grande, acaba sendo um dos maiores empregadores do país, gerando milhões de empregos diretos e indiretos, tanto no campo quanto nas cidades.
Falando agora de nosso estado, embora Minas Gerais seja um dos maiores produtores de café, leite, carne bovina e de aves, vamos focar na questão da carne bovina que tem deixado muitos produtores preocupados e indecisos.
Tanto em Minas, quanto em em grande parte do Brasil, o período da seca se inicia nos meses de maio ou junho. Alguns pecuaristas, logo no início do período da seca, vendem seus bois, evitando assim os excessivos gastos com o necessário confinamento que o período de seca exige.
No entanto, a grande maioria dos pecuaristas, objetivando a melhoria do preço e o aumento da produção da carne, opta pelo confinamento da boiada no referido período da seca. Essa decisão, quase sempre é assertiva, pois, além de o gado ganhar peso, o preço também costuma aumentar bastante.
No entanto, neste ano, diferentemente dos últimos, os produtores rurais que fazem confinamentos, estão muito preocupados, pois já estamos em meados de outubro e o preço do boi está muito baixo, muito aquém do esperado e, por outro lado, os custos do confinamento estão muito altos.
Desse modo, os produtores rurais que optaram pelo confinamento esse ano, estão muito preocupados. Em verdade, eles estão entre a cruz e a espada, pois, para vender o gado agora, o preço está muito aquém das expectativas e insuficiente para cobrir os custos com o confinamento.
No entanto, como no momento não há expectativas de melhorias de preço e, para manter a boiada em confinamento, os custos estão ficando exageradamente altos, o que pode inviabilizar o negócio, os fazendeiros estão muito preocupados, principalmente pela dúvida se deve vender a boiada mesmo assim ou se segura mais um pouco. HAJA PACIÊNCIA!
Empresário, administrador, advogado, jornalista e apresentador de TV.
