Ao revelar à Rádio Metropolitana de Aracaju, na última sexta-feira, 17, que não apoia Romeu Zema (Novo) rumo à Presidência da República no ano que vem, Cleitinho Azevedo (Republicanos), praticamente confirma o rompimento com o governador. A fala de decepção do senador tem seus motivos. O principal deles, claro, o Hospital Regional de Divinópolis, que, por enquanto, permanece apenas no campo das promessas. Do lado do governo federal, a garantia é que está tudo ok, dependendo apenas de questões do governo de Minas, que, do seu lado, garante que o prédio será entregue ainda neste ano, mas sem cravar uma data. Enquanto recebe uma enxurrada de críticas pela enrolação, Zema segue fugindo dos diálogos com o presidente Lula (PT), e pensando na sua pré-candidatura e na do seu vice Mateus Simões (Novo), por enquanto. Queria o quê? Que todo mundo fique feliz e o agradeça, se os interesses próprios e sua escolha política estão sobrepondo as necessidades da população?
Não apoio!
Além de Zema, Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira dama Michele. Cleitinho foi enfático ao responder a pergunta à rádio. Muito menos um candidato apoiado por Bolsonaro, que ele ache não ser o melhor nome. Disse que respeita o ex-presidente, mas já o apoiou em 2022 e em outras diversas situações, por isso, tem consciência que não lhe deve favores. Para o senador, entre os possíveis candidatos à principal cadeira do País em 2026, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e o de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), são os melhores nomes para disputar o cargo. Realista e corajoso ao mesmo tempo. Foi criticado por muitos. Normal. Já que atualmente, para alguns doentes “por políticos”, a pessoa tem que ter apenas um lado, mesmo que este prejudique os mais necessitados: milhares de brasileiros. Pode ser cancelado? Sim. Sem nenhum problema. Afinal, ficar ao lado do povo, e “lamber raposa velha”, é totalmente controverso.
É oficial
Dentro deste contexto de amarras políticas, fazer o que é melhor para o partido e o candidato, o PSD oficializou, neste fim de semana, o acordo para filiar Mateus Simões. A data já foi definida: o próximo dia 27. O “acordo” contará até com a participação do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Simões, que é pré-candidato declarado à sucessão Zema, ainda no Novo, tenta emplacar, porque até o momento, é sempre o último colocado nas pesquisas. Aliás, essa é exatamente a jogada ao se filiar ao PSD. Quem está feliz com o desfecho, é o presidente estadual da sigla, Cássio Soares. Parte do bloco que defende o governo mineiro na Assembleia Legislativa, já havia afirmado sua posição favorável ao escolhido de Zema, mesmo que Rodrigo Pacheco, preferido do presidente Lula, viesse a disputar o cargo. Ou seja, mesmo que houvesse um “racha” na sigla, no Estado, o jogo de interesses, mais uma vez, falaria mais alto. A sorte é que Pacheco é inteligente. Mesmo que não for indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), não colocaria seu nome em jogo. Certamente, apoiará Cleitinho — caso confirme candidatura, ao governo de Minas. E acredite. Os dois senadores não vão para o embate, neste caso. Os motivos? Os bastidores da relação dos dois explicam.
Nota 10
Porque não existe uma maior. É com todo mérito, que a Print Eventos recebe a pontuação máxima pela organização em todos os sentidos, na gravação do DVD “Minha História”, de Eduardo Costa em Divinópolis. Além da montagem de um espaço espetacular, o palco foi uma sensação à parte. Não pelas imagens exibidas durante o show, escolha pessoal do cantor e seu produtor. Mas, estrategicamente falando. Para além disso, o acolhimento aos convidados e à imprensa. Diferenciado, respeitoso e afetivo. Ninguém brilha, por acaso. Neste caso, os dois Eduardos: Print Júnior e Costa. Simplesmente sensacional, os momentos vividos na sexta-feira, e no sábado. Sem dúvida, exemplo a ser seguido pelos “fazedores de festa” da cidade. Aplausos!
Ser admirável
Sobre o compositor, cantor e brilhante intérprete, Eduardo Costa, dispensa comentários. O espetáculo da gravação e o carinho de milhares de fãs país afora, falam por si só. Mas, o ser humano, por trás da fama, da admiração de outros artistas consagrados ou não, de famílias inteiras, é inacreditável. Um homem atencioso, carismático, simples, e especialmente humilde. Ao tratar todos de forma igual, comprova que a consagração do seu nome, a riqueza e a fama, não significa arrogância, presunção e se achar melhor do que o outro. Comportamento que muitos do meio — em especial os mais novos — precisam aprender. Afinal, a colheita ocorre conforme a plantação, e deste mundo, não se leva nada, além do que fomos.

