Queda no preço da gasolina pode aliviar o bolso do consumidor 

Medida, segundo a estatal, acompanha a evolução dos preços internacionais do petróleo e de seus derivados

Jorge Guimarães

A gasolina vendida às distribuidoras teve redução de 4,9% no preço, já em vigor desde esta terça-feira, 21. O anúncio é da Petrobras e o corte equivale a R$ 0,14 por litro, o que deve refletir em uma queda média de até R$ 0,10 por litro nas bombas, considerando a mistura obrigatória de etanol anidro ao combustível comercializado nos postos. A expectativa é que menos pequena, redução traga um certo alívio para o bolso do consumidor. 

 Política de preços

 A medida, segundo a estatal, acompanha a evolução dos preços internacionais do petróleo e de seus derivados, além da taxa de câmbio, fatores que influenciam diretamente a formação do valor dos combustíveis no país. Com a redução, o preço médio da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras passará de R$ 2,86 para R$ 2,72 por litro. A empresa reforçou que mantém sua política voltada para garantir competitividade e previsibilidade, sem repassar integralmente as variações do mercado internacional, buscando proteger o consumidor de oscilações abruptas.

 — A expectativa é que o alívio nos preços traga impacto positivo para os motoristas e contribua para reduzir pressões inflacionárias, já que o combustível é um dos itens que mais pesam no custo de transporte e no orçamento das famílias brasileiras — avalia o economista Leandro Maia.

No ano 

Esta é a segunda redução no preço da gasolina anunciada pela Petrobras em 2025. No acumulado do ano, os cortes já somam R$ 0,31 por litro, refletindo a política da estatal de acompanhar o cenário internacional do petróleo e as condições do mercado interno.

Divinópolis

No Município, o preço médio da gasolina comum está atualmente em R$ 5,88, conforme levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última semana em 14 postos de combustível. O estudo apontou que o menor preço encontrado foi de R$ 5,69, enquanto o maior chegou a R$ 5,99, demonstrando uma variação moderada entre os estabelecimentos.

O economista avalia que os números refletem o efeito gradual das reduções anunciadas pela Petrobras neste ano, que vêm sendo repassadas de forma progressiva ao consumidor.

 —  A tendência de queda observada nas últimas semanas indica um cenário de estabilização no mercado local, impulsionado tanto pela redução dos preços nas refinarias quanto pela maior concorrência entre os postos — disse.

 Maia destaca ainda que o nível atual de preços em Divinópolis está ligeiramente abaixo da média estadual, o que é positivo para o consumidor.

 — Se o movimento de queda nas distribuidoras continuar, o motorista pode sentir um alívio ainda maior nas próximas semanas, especialmente se o dólar e o preço internacional do barril de petróleo se mantiverem em patamares estáveis  —  completou o economista.

Estratégia 

A pesquisa de preços, conforme o economista, continua sendo a melhor estratégia para o consumidor economizar. Como o mercado de combustíveis é livre, cada distribuidora e posto adota suas próprias políticas de preços e promoções para fidelizar clientes e conquistar novos consumidores.

 O gerente de um posto em Divinópolis, Marcos Andrade, explica que a concorrência saudável é positiva, mas que o cliente deve estar atento à qualidade do produto.

 — Hoje, o consumidor tem opções e pode escolher onde abastecer, mas é fundamental verificar a procedência do combustível. Nem sempre o preço mais baixo significa economia real, combustível de origem duvidosa pode causar danos ao motor e gerar prejuízos maiores — alertou.

 Entre os motoristas, o cuidado também é regra. Antônio Nascimento, taxista há mais de 20 anos, afirma que pesquisa toda semana, mas sempre em locais de confiança.

 — Eu rodo muito, então cada centavo faz diferença. Porém, prefiro pagar um pouco mais caro sabendo que o combustível é bom e não vai me dar dor de cabeça depois — disse.

 Já a consumidora Carla Ribeiro é mais cautelosa ainda.  

 — O barato pode sair caro. Prefiro abastecer em locais que conheço e confio — detalhou. 

Bandeiras

Além do preço, a bandeira do posto é outro fator importante. Postos com bandeiras conhecidas seguem diretrizes rígidas da distribuidora, garantindo padrão de qualidade. Postos sem bandeira, ou branca, são independentes, podendo negociar com qualquer distribuidora, o que lhes dá flexibilidade e, muitas vezes, preços mais baixos.

 Segundo Maia, o ideal é que o consumidor equilibre preço, qualidade e confiança ao escolher onde abastecer.  

 Entre os motoristas, a percepção sobre as bandeiras também é clara. Renato Silva, que abastece diariamente para trabalhar como motorista de aplicativo, opinou.

—  Sempre observo a bandeira. Às vezes a gasolina é um pouco mais cara em um posto de marca, mas sei que não vou ter problemas com o carro. Já a bandeira branca pode ser tentadora pelo preço, mas só abasteço se o posto tiver boa reputação — avalia.

 A consumidora Luciana Freitas reforça a importância da pesquisa.

 — Gosto de comparar preços entre postos com e sem bandeira. Se o posto independente é confiável, vale a economia, mas se houver dúvida sobre a procedência, prefiro pagar um pouco mais e ficar tranquila  — disse.

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