O senador do Republicanos demonstrou sua independência ao declarar que não apoia Eduardo Bolsonaro (PL) para a Presidência da República, que, segundo ele, “nem aqui mora”. Embora posteriormente tenha gravado vídeo alegando que sua fala foi tirada do contexto e pedido perdão a Bolsonaro, no falível sentir, da colunista, não há erro em sua afirmação anterior quanto à sucessão presidencial. Assumir publicamente que não apoia Eduardo Bolsonaro, é coragem que poucos têm! Ademais, não é dinastia, não é empresa familiar, negócio de pai para filho e não se pode olvidar que durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), Eduardo não atuou de modo a mostrar que estava se valendo do governo do pai para um aprendizado, visando futuramente a concorrer à cadeira-mor. E se não procurou se preparar antes, não demonstra fazê-lo agora. Acrescente-se que há exatos dois meses, vazou conversa entre pai e filho, e não é a primeira vez. Jair Bolsonaro acha o filho imaturo e o filho não demonstra respeito pelo pai. Ah, gratidão não é sinônimo de servidão, de escravidão, e Cleitinho demonstra mais respeito por Bolsonaro do que seu próprio filho Eduardo. Capisce?

Ciumeira

Quando Jair Bolsonaro (PL) elogiou Tarcísio Freitas (Republicanos), que em seu governo foi ministro da Infraestrutura, com excelentes resultados, bateu uma ciumeira danada dos filhos de Bolsonaro, tendo Eduardo Bolsonaro (PL) afirmado que se Tarcísio mudasse para a legenda, ele e os irmãos, o senador da República Flávio (RJ) e os vereadores Carlos (RJ) e Jair Renan (SC), sairiam do PL. Cadê a sensatez? Ora, Tarcísio Freitas, que atualmente governa o Estado de São Paulo, é admirado em todo o país e conta com mais de 65% de aprovação. Para se ter uma ideia, o presidente Lula (PT) conta com 48%, sendo esse o seu melhor momento em 2025.

Recordar é aprender

Lula (PT) e Alckmin (PSB) passaram anos e anos se atacando. Alckmin comparou Lula a um “ladrão de carros” (deu até processo!), referiu-se a ele como fujão, por não comparecer a debates; disse ainda que no governo federal havia uma “sofisticada organização criminosa”, que Lula e o PT “quebraram o Brasil” e adotaram um método de “confundir para dividir e iludir para reinar” e também soltou a memorável frase: quer voltar à “cena do crime”, ao concorrer à Presidência. Por outro lado, Lula chegou a dizer que se irritava com a “pequenez” de Alckmin, que havia criticado a compra de um avião pela Presidência. Embora não tenha citado Alckmin diretamente, Lula afirmou, em um programa de TV, que “o Brasil sabe muito bem quem deixou São Paulo refém do crime organizado”, em referência aos ataques ocorridos em maio de 2006, em que o PCC aterrorizou São Paulo com uma série de ataques, resultando na morte de 59 agentes públicos. A facção tomou controle de 67 presídios, incendiou ônibus e atacou bancos. A retaliação policial gerou centenas de mortes civis. Inimigos mortais, declarados!

Porém, contudo, todavia

Para as eleições gerais em 2022, deixaram tudo isso para trás e se uniram. “O que passou, passou, não importa, ficou do outro lado da porta”. Alckmin chegou a declarar: “mais forte do que a nossa relação, só a dele com a Janja”.  Alckmin foi até nomeado chefe de transição de governo em novembro de 2022. Pode ser que daqui a alguns anos voltem a se acusar mutuamente, mas em 2022, com o propósito de derrubar Jair Bolsonaro (PL), a união entre eles tornou-se vigorosa e ei-los presidente e vice-presidente. Alckmin ainda foi brindado com um ministério para chamar de seu, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ah, sem falar que, antes de Lula criar o cargo de “co-presidenta” para Janja, a primeira dama exercia de fato, o cargo de vice-presidente sem que Alckmin demonstrasse publicamente qualquer incômodo. Direita, pegue a visão!

 Lição

A direita precisa aprender a se unir, ter objetivos comuns, foco. Essa briga de ego só leva à derrota, enquanto a coesão leva à vitória. Não somente Lula e Alckmin mostraram que podem dar certo, como também Divinópolis,  que nas últimas eleições municipais, a direita apoiou Gleidson Azevedo (Novo) e a  esquerda apoiou Laiz Soares (PSD). Em Minas Gerais,  Cleitinho (Republicanos) e Nikolas Ferreira (PL), se topassem caminhar juntos, não sobraria para ninguém! E no Brasil, se Tarcísio ou outro pré-candidato da direita se mostrar como o mais preparado, que a sensatez fale mais alto e os filhos de Bolsonaro trabalhem para o fortalecimento, sem lugar para egos inflados. Agir diferente, significaria falta de maturidade, tendo em vista o decisivo momento que vivemos. 2026 está aí, mude a postura, criançada!

Errata

A  coluna passada constou que a professora Cleide Silva, irmã da Gerente de Planejamento e Recursos Humanos da Semed, Iracema Sousa Silva, estava impondo castigos aos alunos do CMEI Jesus Pereira da Costa, localizado no bairro Jardim Candidés, como, por exemplo, socialização na hora da merenda. A bem da verdade, a professora estava impedindo a socialização na hora da merenda. Quanto ao desenrolar, aguardemos e oremos.

 Você está sendo filmado

O prefeito Gleidson Azevedo (Novo) filmou um servidor que batia ponto e ia para casa, retornando somente para registrar sua saída. Há quem acredite que o Município poderá ser penalizado por danos morais pela exposição do servidor, embora com o rosto borrado. A questão é que a filmagem do servidor no horário de trabalho é permitida com base no princípio constitucional da publicidade e na fiscalização social dos atos do Estado. Quanto ao servidor, poderá responder criminalmente por inserir dados falsos em sistemas da administração pública para obter vantagem indevida, com pena prevista de 2 a 12 anos de prisão e multa. Eita!

Ellen Lima

A presidente da OAB Divinópolis esteve em Brasília representando a advocacia divinopolitana em eventos importantes: o lançamento do livro Manual de Atuação em Matéria Criminal perante o STJ e o STF, organizado pelo defensor público William Akerman e o advogado criminalista Alberto Zacharias Toron, no espaço cultural do STJ, e a posse da nova diretoria do Tribunal Superior do Trabalho.  Aplausos!

Anistia já!

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