A corrida ao Senado por Minas Gerais tem esquentado mais  nos últimos dias do que as demais candidaturas. Mas, por enquanto, nada definido ainda, nem mesmo  no PL. A não ser por parte do deputado estadual Cristiano Caporezzo, que jura ser o nome com a benção de Bolsonaro para a disputa em 2026. Só se esqueceu que o PL, o seu partido, é o principal opositor do governo Lula (PT) — e tem outros pretendentes no Estado, como os deputados Domingos Sávio, presidente da sigla em Minas, e Eros Biondini, que há muito se coloca à disposição. Enquanto não há definição de quem vai brigar por uma das duas vagas no ano que vem, outras legendas já articulam e podem apresentar adversários fortes e competitivos. 

Do outro lado

Se a indecisão do PL persiste, do lado da oposição, os possíveis concorrentes aparecem e crescem na preferência do eleitorado. A lista vai desde políticos do Legislativo Municipal, Estadual e Federal, ao Executivo, e até figuras  que não tem nenhum trabalho ou projeto em Minas. Entre os nomes, Aécio Neves, Alexandre Silveira, Carlos Viana — atualmente no cargo — e a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Duas vagas em jogo, que  amplia a quantidade de candidatos, alianças e acirram a concorrência.

Políticos de estimação 

Segue repercutindo nas redes sociais a situação envolvendo Cleitinho Azevedo e suas declarações sobre apoio à Presidência da República em 2026, envolvendo a família Bolsonaro. O senador pediu desculpas em suas plataformas e no Plenário, falando em interpretação equivocada. Mas, muita gente não deixou barato, a começar por apoiadores intensos da família, passando por Eduardo Bolsonaro que mora nos Estados Unidos. Azevedo foi humilde em reconhecer que errou em algumas colocações. No entanto, muitos maldosos que têm “políticos de estimação”, já haviam feito o estrago.  Neste contexto,  é difícil afirmar com certeza, se o arrependimento de Cleitinho vai convencer completamente a família do ex-presidente e seu grupo, pois há muitos fatores em jogo. E quando se trata de interesses próprios e egos, infelizmente, a maior parte dos políticos passa em cima de quem for necessário, igual um trator. 

‘Não é de direita’

Agora no PSD — solenidade de confirmação é hoje — Mateus Simões candidato de Romeu Zema (Novo), ao governo de Minas, está de olho no apoio de Bolsonaro. E para isso, já começou suas estratégias. O  primeiro alvo, é o líder de todas as pesquisas até agora, Cleitinho Azevedo (Republicanos), é claro.  Ele diz que o senador, também pré-candidato ao Executivo estadual, “não é da direita”. As declarações estão na newsletter Jogo Político, enviada na última sexta-feira pelo jornal O Globo a assinantes. Isso porque não se considera bolsonarista e mira uma aliança com o partido do ex-presidente. Desespero? Vai entender. 

Nota de repúdio 

E quando se fala que os interesses políticos estão acima dos do povo, não há nenhum medo de errar. Foi que aconteceu com  PSB na votação que derrubou o referendo popular  para a privatização da Copasa, em sessão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O partido na capital mineira, chegou  a  publicar uma nota de repúdio, em relação aos deputados que votaram favoráveis, mas apagou logo depois. Os parlamentares em questão são Noraldino Júnior (PSB) e Neilando Pimenta (PSB), que compõem os quadros do partido na Casa. A votação inédita neste século, varou a madrugada e  aprovou, por 52 votos favoráveis, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a obrigatoriedade do referendo popular para privatizar a estatal. A base de Romeu Zema (Novo) se manteve firme durante toda a tramitação e, na reunião extraordinária, com a presença de 48 deputados, para que as discussões seguissem. A oposição, por sua vez,  fez obstrução à proposta durante as mais de dez horas de duração, mas no final, foi voto vencido. Após o sim da maioria, um vídeo circula nas redes sociais, com nome e imagens dos parlamentares que aprovaram o texto. São chamados de traidores do povo mineiro.  A análise, a coluna deixa para os eleitores de cada um deles. 

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