“Hospital Regional deve começar a funcionar em breve”, diz ministro após encontro com lideranças da região

Prefeitos e  outros representantes da região entregaram manifesto durante agenda em Brasília

Lucas Maciel

O Hospital Regional Divino Espírito Santo, de Divinópolis, deve começar a funcionar em breve, segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, após encontro com prefeitos e representantes da região em Brasília. Durante a reunião, que também contou com representantes da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e de coordenadores do Cis-Urg Oeste, o ministro destacou que o hospital universitário atenderá mais de 60 municípios e funcionará 100% pelo SUS.

Os encontros marcaram uma nova etapa na mobilização pelo Hospital Regional, que se arrasta há mais de 10 anos. Apesar de o prédio estar praticamente pronto, a unidade ainda depende de ajustes, aquisição de equipamentos e formalização da gestão pela UFSJ para iniciar as operações.

A unidade é considerada central para o atendimento de média e alta complexidade em dezenas de municípios da região e se tornou alvo de mobilizações recorrentes diante de atrasos, paralisações e disputas políticas que marcaram sua construção ao longo da última década.

Agenda

Para avançar na conclusão da obra, prefeitos, vereadores, coordenadores e representantes municipais participaram de uma série de encontros em Brasília, organizados pela secretária nacional de Planejamento e Finanças do PT, Gleide Andrade. 

Os encontros aconteceram com ministros do governo federal, incluindo o da Educação, Camilo Santana; o de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e o da Fazenda, Fernando Haddad. Durante a agenda, as lideranças entregaram um manifesto cobrando a conclusão da unidade e discutiram os próximos passos para a operação do hospital.

A agenda contou com a presença do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), do vereador Vitor Costa (PT), do secretário-executivo do Cis-Urg Oeste, José Márcio Zanardi, coordenadores do consórcio e do presidente do Cis-Urg Oeste, Di Gianne de Oliveira Nunes (Republicanos), prefeito de Lagoa da Prata, além de representantes da Universidade Federal de São João del-Rey.

Segundo os participantes, o objetivo da série de reuniões foi reforçar a mobilização política e administrativa em torno da conclusão do hospital, buscando articular esforços entre os governos municipal, federal e os municípios da região para pressionar o Estado a cumprir sua parte no acordo que prevê a entrega da unidade pronta e equipada à UFSJ.

Novidade 

Após os encontros, uma nova perspectiva para o HR foi anunciada pelo ministro da Educação, Camilo Santana. O anúncio foi divulgado em vídeo publicado nas redes sociais do prefeito Gleidson Azevedo no final da tarde. 

Segundo o ministro, após conversas por ligação com o governador Romeu Zema (Novo), há expectativa de que a unidade universitária comece a funcionar em breve, atendendo mais de 60 municípios da região. Durante a reunião, Camilo Santana destacou que o hospital funcionará 100% pelo SUS e terá papel de ensino e pesquisa. 

— Conversamos hoje inclusive por telefone com o governador Zema, e a gente espera, em breve, o mais rápido possível, inaugurar e colocar para funcionar o nosso hospital universitário — disse o ministro.

Ele ainda afirmou que a unidade representará um grande avanço para a saúde do Centro-Oeste de Minas, destacando a união de esforços entre os governos e as lideranças locais.

— Esse é um grande avanço para a saúde do Centro-Oeste de Minas Gerais, importante para toda a população da região — acrescentou.

Gleidson Azevedo complementou, destacando que a previsão de inauguração é para o próximo ano, reforçando a importância da cooperação entre diferentes lideranças regionais para acelerar a conclusão do hospital.

— Ano que vem vamos inaugurar — afirmou o prefeito.

União 

A ida à capital federal foi anunciada por Gleidson Azevedo e Gleide Andrade, durante reunião com prefeitos e lideranças regionais na semana passada. 

A ação reforça a mobilização coletiva em torno do hospital. Gleidson destacou que a principal pendência ainda é do governo de Minas, enquanto o governo federal já se comprometeu com o custeio da operação do hospital.

— O Zema é do meu partido, se meu irmão não for candidato ao governo e o Matheus Simões for, eu vou fazer campanha pra ele, mas tenho que ser sincero: infelizmente hoje o hospital não está funcionando por causa do governo do Estado. Porque o mais difícil, que é o custeio, o governo federal vai fazer — afirmou o prefeito.

Como desdobramento da agenda, os prefeitos e representantes regionais também definiram a elaboração de um documento conjunto, que será entregue ao governo estadual nas próximas semanas. 

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