Tribunal de Contas de Minas recebe a exposição ‘Faces’

Trabalho de Agnaldo Canuto é parte da programação do mês da Consciência Negra 

Da Redação

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, por meio do TCEMG Cultural, receberá  a partir desta desta terça-feira, 4, a exposição “Faces”, de Agnaldo Canuto, como parte da programação de abertura do Mês da Consciência Negra. A abertura está agendada para as 18h.

A mostra traz consigo a essência e a representatividade por meio do olhar sensível do artista, com obras que dialogam diretamente com o Morro das Pedras, espaço que se faz sujeito e não cenário. Nesse território de resistência e criação, Canuto encontra matéria e sentido para sua poética. 

Pintor, compositor, escultor e multi-instrumentista, Agnaldo Canuto, conhecido como Naldinho, é morador do Morro das Pedras, em Belo Horizonte. Aos 60 anos, o artista constrói uma trajetória marcada pela força da comunidade, pela ancestralidade e pela reinvenção da matéria. 

Autodidata

Iniciou-se na música como violonista e professor, ampliando seu repertório para diversos instrumentos e compôs mais de 80 canções. Nas artes visuais, descobriu-se, ainda jovem, influenciado pelo artista Saul, também do morro, e passou a criar esculturas com materiais recicláveis e descartáveis, transformando o ordinário em expressão estética. 

A programação diária também contará com a apresentação do Coral Afro Vozes de Caxambu — grupo de canto do Quilombo de Caxambu, em Rio Piracicaba, região Central de Minas. O grupo integra um projeto pedagógico que busca preservar a tradição afro-brasileira e a música congadeira. 

Consciência negra 

Para encerrar a abertura, o TCEMG Cultural, em parceria com o Sempre um Papo, contará com a presença da doutora Conceição Evaristo, que participará de um diálogo sobre educação, afeto e escola, voltado para a presença da literatura brasileira no contexto escolar e para a formação da cultura literária. 

O mês da Consciência Negra é uma ação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais que conta com a participação do Núcleo de Cultura, da Diretoria de Comunicação, da Escola de Contas e de toda a equipe técnica do Tribunal.

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