Da Redação
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) deu início ao 4º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, que está sendo realizado entre os dias 3 e 7 de novembro em todos os bairros de Divinópolis. A ação faz parte do calendário anual de monitoramento do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, com quatro etapas ao longo do ano.
Os agentes de combate às endemias percorrem residências em 169 bairros do município, entre 8h e 16h, inspecionando quarteirões selecionados por sorteio. A metodologia prevê a vistoria de 20% dos imóveis dentro de cada quarteirão sorteado, o que permite traçar um diagnóstico representativo da situação do município.
Durante as visitas, as equipes verificam possíveis criadouros do mosquito e orientam os moradores sobre as formas de prevenção. O trabalho de campo é fundamental para atualizar o índice de infestação e direcionar as ações de controle do vetor, especialmente com a chegada do período mais chuvoso, quando há maior risco de proliferação do Aedes aegypti.
Situação anterior
O 3º LIRAa de 2025, realizado entre 18 e 22 de agosto, indicou que Divinópolis estava em situação de baixo risco de epidemia, conforme parâmetros do Ministério da Saúde (MS). O índice médio de infestação registrado foi de 0,8%.
Na ocasião, foram vistoriados 6.104 imóveis, dos quais 47 apresentaram focos do mosquito. A maior parte dos criadouros foi encontrada dentro das residências, que representaram 89% dos casos. Já os lotes vagos concentraram 11%.
Os depósitos móveis, como bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas, foram os principais focos do Aedes aegypti, correspondendo a 54,2% do total. Em seguida, apareceram os depósitos fixos, como ralos e vasos sanitários em desuso, com 22,9%. Os reservatórios de água para consumo humano representaram 12,5%, e os recipientes removíveis, como garrafas e pneus, 8,3%. Já os criadouros naturais, como bromélias, somaram 2,1%.
Diferenças regionais
Os resultados do levantamento anterior mostraram variações entre as regiões da cidade. As áreas Central (1,3%), Nordeste (1,1%) e Norte (1%) apresentaram índices de médio risco, enquanto as regiões Sudeste (0,8%), Oeste (0,4%) e Sudoeste (0,4%) permaneceram classificadas como de baixo risco.
Essas diferenças reforçam a necessidade de vigilância contínua e de intervenções específicas em áreas onde o mosquito encontra condições mais favoráveis para se reproduzir.
Orientações de prevenção
Durante o levantamento, os agentes também reforçam as medidas preventivas básicas que devem ser adotadas pela população. Entre as principais recomendações estão manter caixas d’água tampadas, limpar calhas, virar garrafas e recipientes de boca para baixo e trocar diariamente a água dos bebedouros de animais.
O agente de saúde da região Sudoeste, Moisés Cristiano de Almeida, destaca a importância da participação da comunidade no processo de combate ao vetor.
— Essas visitas são fundamentais para orientar sobre o descarte correto e o cuidado com plantas, piscinas e calhas. É essencial que a população receba bem os profissionais e some forças com o poder público no combate à dengue — afirmou.
Em caso de sintomas como febre, dor no corpo, manchas na pele ou dor de cabeça, os moradores devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Também é possível denunciar possíveis focos do mosquito pelo telefone (37) 3229-6823.
Dengue e chikungunya
Os números referentes às notificações e ao acompanhamento de casos em 2025 também integram o panorama epidemiológico do município.
Casos de Dengue do dia 1° de janeiro até 13 de outubro de 2025
- Casos Notificados: 3.621
- Casos Confirmados: 2.259
- Hospitalizações: 235
- Descartados: 1.354
- Em Aberto: 3
- Óbitos: 0
Casos de Chikungunya do dia 1º de janeiro até o dia 24 de setembro de 2025
- Casos Notificados: 73 Casos
- Confirmados: 18
- Hospitalizações: 4
- Descartados: 53
- Em Aberto: 2
- Óbitos: 0
