Por livre espontânea pressão? Depois de tanto disse me disse, reunião em Divinópolis, com ministros em Brasília, e receber uma ligação de um deles, direto da capital federal, na semana passada, governador Romeu Zema (Novo) revelou nesta segunda-feira, 3, que vai retirar o Hospital Regional da lista de bens a serem federalizados na adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A informação foi adiantada à Rádio Itatiaia. A alegação é que a unidade de saúde é considerada estratégica para a região Centro-Oeste. Será que só ele não havia se dado conta disso? Disse que o imóvel será doado à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), — promessa que já havia sido feita por ele, mas voltou atrás, com a finalidade exclusiva de abrigar o hospital. E o melhor: contou que a decisão foi tomada após reunião com o ministro da Educação, Camilo Santana, na semana passada. Reunião ou ligação telefônica, após cobrança de prefeitos da região, entre eles Gleidson Azevedo (Novo), e outros representantes políticos, como Gleide Andrade? Ou ele acredita que as notícias não chegam por aqui, ou está dando uma de “João sem braço”.
De volta?
O deputado federal Aécio Neves (PSDB), vive um dilema sobre 2026. Volta a disputar o governo de Minas, cargo que já ocupou em duas oportunidades, ou será um dos nomes do Estado a disputar uma vaga Senado? Bem, se depender dos servidores públicos mineiros, em especial os da segurança pública, seria a primeira alternativa. Foi o chefe do Executivo que mais valorizou a categoria. No entanto, pesquisas recentes mostram o neto de Tancredo “bem na fita”, numa possível investida para o Senado. Seu nome aparece entre os favoritos. Assim, vale um velho ditado: “Antes um pássaro na mão, do que dois voando”. O que significa que a tendência é o candidato seguir para onde tem mais chances.
Mais um?
E a escolha de Aécio e outros que pretendem continuar em cargos políticos deve ser realmente pensada e estratégica. Isso porque a disputa pela principal cadeira do Executivo em Minas, deve ser acirrada. Agora, apareceu mais um concorrente. O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB) foi lançado como pré-candidato ao governo do Estado em evento nesta terça-feira, 4, que teve a participação do presidente nacional do partido, deputado federal Baleia Rossi, e do presidente estadual, Newton Cardoso Jr. Com a decisão, que segue enfraquecido na corrida é Mateus Simões (PSD), visto que uma chapa liderada por Gabriel, terá um embate direto com o vice-governador. Mesmo mudando de partido na tentativa de conquistar eleitores do centro e da direita, sua situação fica mais complicada. Em especial por ter o apoio de Romeu Zema, em um segundo mandato marcado pela rejeição.
A todo vapor
Assim estão as obras do Restaurante Universitário da Uemg, unidade Divinópolis. A responsável pela conquista? A deputada Lohanna França (PV), que na última sexta-feira, 31, visitou a construção e acompanhou in loco, como anda a conquista aguardada há anos pelos os estudantes da unidade de ensino. O valor da emenda parlamentar para que este sonho se tornasse realidade é de R$ 1,3 milhão. Sem dúvida, um marco para o campus que abriga mais de três mil alunos, boa parte de outras cidades do Centro-Oeste e até de regiões muito distantes. Com na educação, em especial, a voltada aos mais jovens, Lohanna vem galgando seu caminho cada vez mais sólido na política mineira, por enquanto. Visto que seu objetivo é ultrapassar as barreiras do Estado. Como? Conquistando uma cadeira na Câmara Federal em 2026. Alguém duvida?
Em busca de holofotes Como acontece em Divinópolis e Minas, a respeito do Hospital Regional, em nível nacional, em ano que antecede eleições, não é diferente. A disputa da vez é sobre a paternidade da CPI do Crime Organizado, oficialmente instalada nesta terça-feira, 4. Às vésperas da reunião, as articulações políticas foram intensas para definir quem ocuparia os principais cargos da comissão. O que importa é que a comissão foi criada para investigar a expansão do crime organizado no país e possíveis falhas de atuação do Estado. Não para brigar se a direita ou esquerda vai presidir o grupo. Vai fazer o que precisa ser feito, cambada!
