Um, a Polícia Federal bateu na porta dele antes do dia amanhecer, pela segunda vez. O resultado foi que a Justiça afastou, nesta quinta-feira, 6, por 180 dias, o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos). A ação ocorreu durante a segunda fase da operação “Copia e Cola”, da PF, na qual ele é um dos investigados. Agora o chefe do Executivo que é famoso nas redes sociais como o bordão: “venha morar em Sorocaba, melhor cidade para se viver”, pode dobrar os convites, pois terá tempo suficiente para receber os convidados.   Já o de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), anunciou que quem chegar à rodoviária da capital de Santa Catarina sem emprego e sem moradia será devolvido para sua cidade natal. O anúncio foi feito no Instagram do chefe do Executivo municipal, que tem mais de 500 mil seguidores, e gerou polêmica ao dizer que não quer que Florianópolis vire “depósito de pessoas em situação de rua”. Por isso, promete que vai financiar a passagem. Ele define, sim, os destinos da cidade, pois é o “manda chuva”. Mas, determina também o que as pessoas fazem? Claro, que a situação, não somente lá é degradante e incomoda, porém é a solução? Será que as pessoas estão na rua por escolha? O que tem por trás daquele ser maltrapilho, com forte odor e muitas vezes alcoolizado ou drogado? O problema é que as pessoas só visam o individual, seu bem estar. Os outros é que se danem.

Não gostou

A PEC que derruba a exigência da realização de um referendo popular para a privatização da Copasa, talvez tenha sido o assunto mais falado desta quinta-feira, 5. Não pelo “papelão” protagonizado por alguns deputados, mas por terem tirado do povo mineiro a oportunidade de opinar sobre o assunto. Além disso, teve partido que não gostou nem um pouquinho da atuação de seus parlamentares.  O PDT, por exemplo, emitiu uma nota de desagravo. Na nota assinada pelo presidente estadual do PDT, deputado federal Mário Heringer, a legenda diz que a PEC retira da população o direito de opinar sobre o futuro do patrimônio do estado. O texto ainda afirma que a posição dos dois representantes da sigla na Assembleia não corresponde à do Diretório Estadual. Sem o voto de apenas um dos dois pedetistas da Casa, a PEC não teria sido aprovada. Os dois que levaram um “puxão de orelha”, Alencar e Thiago Cota não haviam se manifestado até à tarde de ontem. E nem vão. Exporem ainda mais para seus eleitores em ano que antecede a eleição?  Nunca!

Apenas um

Como informado neste PB, nesta quinta-feira, a chamada PEC do Referendo foi aprovada pela conta mínima de 48 votos favoráveis e 22 em sessão que durou mais de sete horas e foi marcada por situações, como obstrução da pauta, gritos, troca de empurrões entre deputados e o coro de “vergonha” por parte dos trabalhadores da Copasa que foram acompanhar de perto a votação, A situação foi salva pela aprovação — tinha 47— por Bruno Engler (PL), que chegou aos 46 do segundo tempo minou o  referendo popular com seu “sim”. Quem ficou feliz, pelo menos por enquanto, foi o autor da proposta, o governador Romeu Zema (Novo). Será que esta realidade muda na próxima semana? Aguardemos.

Tem mais

A Copasa não é a única concessionária do Estado na lista, e rodeada de polêmica. Na lista de ativos de Minas disponibilizados para a federalização no Propag, Zema incluiu uma possível transformação da Cemig em corporation. O anúncio do governo é fresco. Informou nesta quinta-feira, 6, o envio de pedido formal para a adesão ao plano federal, justificando ser fundamental para a renegociação da dívida do estado. A proposta é que haja a transferência de ações da participação do Estado na Cemig para a União, avaliadas inicialmente em R$ 13,5 bilhões, dentro do limite necessário para alcançar a meta de 20% do saldo devedor da dívida. Só faltava isso. Pelo menos consola o fato de a ALMG ser resistente à transação. Se bem que não dá para confiar em ninguém atualmente, quando se trata de político, então…

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