José Carlos de Oliveira
Não chego a tanto, porque quem realmente conhece – seja em qualquer esporte — não esquece jamais. Mas também não ouso criticar Neymar, como se ele já estivesse em fim de carreira. Mas em uma coisa, tenho que concordar tanto com os que defendem o craque, quanto com os que o atacam. Todos têm lá suas razões.
Com o Santos permanecendo entre os piores times do Campeonato, e se concretizando o rebaixamento na última rodada será impossível separar as duas coisas, com a culpa devendo sim cair sobre as costas do camisa 10 santista.
Risco real
Com o Santos na 17ª posição na tabela, tendo somado apenas 33 pontos, dois atrás do Vitória, primeiro time fora do rebaixamento, o risco é mais real que nunca, e o Santos tem mais é que se unir, se virar de todas as formas, dentro e fora das quatro linhas, para evitar que este desastre se torne realidade, para o bem não somente do clube, como também e, principalmente, para o bem do jogador e do futebol brasileiro.
Culpa cairá nas costas dele
Assim são as coisas no futebol e não tem como se evitar esta “meia verdade”. Mesmo com todos já sabendo que ele, Neymar, não esteve presente na maioria dos jogos do Santos, contundido, até mesmo as derrotas em que ele não atuou, a culpa cairá nas suas costas, e não terá como escapar deste carma.
Coincidência à parte
Já vimos isso acontecer várias vezes e com muitos craques. São os grandes jogadores, os “grandes salários”, os mais cobrados em todo time, e todo insucesso é nas costas deles que jogam todas as culpas. E as arquibancadas nunca perdoam, se esquecendo num piscar de olhos de todas as alegrias que determinado jogador lhe proporcionou em muitos jogos e conquistas.
Nas Minas Gerais
Nas Minas Gerais vimos isso acontecer com ídolos sagrados da China Azul, que foram do Céu ao Inferno em pouco tempo. Monstros sagrados do clube, como Dedé, Fred e Thiago Neves caíram em desgraça com os torcedores. E a bola da vez está agora do outro lado da Lagoa, com a cobrança toda indo para cima do ‘herói’ Hulk, e já estando bem acima do normal e do aceitável.
Sul-americana, a salvação
E que ninguém se engane, ou tente se iludir, porque para o Atlético (e para Hulk) só existe uma possibilidade neste fim de ano, e ela passa sim pela conquista da Copa Sul-Americana, no duelo frente o Lanús, da Argentina, na tarde de sábado, 22, no estádio defensores del Chaco. Sendo campeões, terão salvo o ano e livrado a cara de Hulk.
Perdendo, se preparem para o vendaval de cobranças que cairá para cima de todos (principalmente de Hulk) na Cidade do Galo.
Objetivo conquistado
E falando em Copa continental, o discurso de início do Brasileirão pelos lados da Toca da Raposa acabou se cumprindo, com o time celeste já garantido na disputa da Copa Libertadores no ano que vem, com algumas rodadas de antecedência. E com o time jogando um futebol bem acima do que se esperava (até mesmo pela China Azul) dele quando começou o campeonato.
Vem mais
Se o discurso era o de terminar o ano com vaga na Libertadores, foi cumprido com juros, e a se concretizar a classificação direto para a fase de grupos – a possibilidade hoje é de mais de 99,9¨% – o Cruzeiro cumpre tudo que prometeu e ainda pode dar a seu fanático torcedor uma grande alegria nesta reta final de temporada, que seria a conquista do hepta da Copa do Brasil.
E pelo futebol de hoje, apresentado por todos os semifinalistas – Corinthians, Fluminense, Vasco da Gama, além do Cruzeiro – não tenho medo algum de afirmar com todas as letras que, acontecendo tudo dentro do normal, é sim a Raposa a grande favorita a levantar mais um troféu.
