Como dito inúmeras vezes por este PB, virou rotina. Todo dia, uma operação, seja ela em nível municipal, estadual ou federal, estampa as manchetes dos veículos de comunicação. Uma delas, no nosso terreiro, e vergonhosa. Por quê? Não é a primeira vez que as duas clínicas, que se diziam terapêuticas, foram lacradas pelos órgãos responsáveis, e estavam funcionando a todo vapor. Casas em situações degradantes com a presença até de idosos, onde o objetivo não era outro a não ser o dinheiro que vinha dos responsáveis pelos internos. A pergunta que fica é: não houve acompanhamento após as constatações de irregularidades e o fechamento na primeira vez? Ficaram tão à vontade com a falta de fiscalização que estavam agindo como se nada tivesse acontecido. Caso que ilustra a situação da biomédica Lorena Marcondes. Houve visitas, notificações, e só. As providências corretas só foram tomadas depois que o pior aconteceu. Lamentável. 

Reabilitação de quê?

Ou melhor, de quem? De ser humano, pelo que foi encontrado nas clínicas em Ermida, que não é. Se maus-tratos, violação de direitos humanos e falta de condições mínimas de higiene e infraestrutura, for reabilitar alguém, então eram ideais. Imagina viver num lugar desse, a maioria contra a própria vontade? Por isso, que muitos saem de lugares como estes, piores do que entraram. E as famílias, tão culpadas como os responsáveis pelos locais, pois a maioria, com certeza, nem sequer investigou onde estava colocando seu ente. Mas, como hoje, boa parte das pessoas não conseguem resolver seus problemas, terceirizam suas obrigações e está tudo certo. o importante, é ficar livre do problema. Por isso, é difícil apontar o principal culpado deste horror. Melhor dividir entre a fiscalização, os responsáveis em colocar os parentes e os administradores das “clínicas”. Assim, cada um responde com sua consciência, porque se depender da justiça brasileira… 

Outra prática abominável 

Por falar em safados que lesam os mais frágeis, a  Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 13, o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto, alvo da nova fase da operação “Sem Desconto”, que investiga um esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Stefanutto foi demitido do cargo em abril, após o escândalo vir a público e ele ser afastado da presidência do órgão. As investigações apontam que o grupo criminoso atuou entre 2019 e 2024, desviando valores que podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Além do ex-presidente, outras nove pessoas tiveram a prisão decretada. A ação, conduzida pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), também cumpriu 63 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados — entre eles Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul  e Goiás. Mais um bando de covardes que pensaram que iam sair ilesos. De repente uns dias “vendo o sol nascer quadrado”, mesmo que pouco, é o que oferece a Justiça do país, sirvam para refletir. 

Não acabou 

Ainda nesta quinta, a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da operação “Fake Agents”, que investiga um esquema de fraudes em saques do FGTS de jogadores de futebol, ex-jogadores e treinadores, no Rio de Janeiro. As investigações dão conta de que o grupo formado por funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal e pela advogada Joana Costa Prado Oliveira, acusada por jogadores e dirigentes, é suspeito de desviar cerca de R$ 7 milhões em valores pertencentes às vítimas. Pasme. Os agentes bancários, conforme a PF, mexeram nos benefícios de atletas como o peruano Cueva, que já passou por São Paulo e Santos, e Ramires, meio-campista da Seleção Brasileira e do Cruzeiro. A fraude era comandada pela advogada, que teve a carteira suspensa pela OAB, que usava contatos em agências da Caixa para facilitar o levantamento irregular dos recursos. E não é qualquer valor que servia para o bando criminoso. Em agosto deste ano, por exemplo, o técnico Oswaldo de Oliveira chegou a acusar Joana de se apropriar de mais de R$ 3 milhões. Como acreditar que um país tem conserto, sem em boa parte dos crimes, quem deveria defender ou auxiliar a população já tão calejada está envolvida?

Documentos falsos 

Como em boa parte das situações – ainda bem  – não existe crime perfeito, deram uma escorregada e um banco privado denunciou à PF uma possível fraude em uma de suas agências. Segundo o relato, uma conta foi aberta com documentos falsos em nome de um jogador peruano, que teve R$ 2,2 milhões desviados do seu FGTS. Esse jogador, no caso, é Paolo Guerrero, que jogou por Corinthians, Flamengo e Internacional. Os envolvidos poderão responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa, entre outros. Ação descoberta, um certo alívio, em especial de haver prisões. O triste é que é impossível recuperar o dinheiro, na maioria das vezes adquirido com anos de trabalho suado. 

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