Deputada Lohanna cobra planejamento e denuncia despreparo de secretário de Educação de MG

Da Redação
Durante audiência da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira, 25, a deputada Lohanna (PV) fez questionamentos duros ao secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, e expôs a falta de transparência e de base legal nas decisões do governo Zema para a área. Após desmarcar em outras duas oportunidades, ele foi convocado novamente para apresentar aos parlamentares os indicadores e o plano de trabalho da pasta neste ano.
Um dos pontos centrais trazidos pela deputada foi o programa Juros por Educação. Ela destacou a falta de um plano claro do governo para cumprir as metas exigidas, alertando que Minas corre o risco de perder recursos por incapacidade de execução. Ela apontou que o programa tem aproximadamente R$ 1 bilhão, mas o governo não apresentou plano de aplicação de recursos, nem cronograma de metas anuais de expansão de matrículas, para mais de 112 mil vagas.
— É um valor que a gente está deixando de colocar nos cofres da União e está investindo em Minas, então precisamos saber qual o cronograma para chegar às matrículas — apontou Lohanna.
A deputada ainda criticou a insistência do Executivo na expansão das escolas cívico-militares, mesmo diante de sucessivas decisões judiciais contrárias, alertas do Tribunal de Contas e questionamentos sobre legalidade, uso de recursos públicos e impactos pedagógicos. Lohanna questionou a ausência de dados que comprovem qualquer melhora na aprendizagem. Ela também questionou o fato das escolas escolhidas para o programa já serem com melhor pontuação no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) o indicador de qualidade na educação.
— Elas já eram melhores anteriormente, por vários fatores, como localização e infraestrutura — explicou Lohanna.
A deputada também falou sobre a violência nas escolas e sobre a falta de assistentes sociais e psicólogos, com base em uma lei federal que vem sendo descumprida pelo governo Zema. Apenas 41% das escolas têm profissionais no Estado.
— A solução não é colocar militares na escola e sim cumprir a lei 13.935 e investir na patrulha escolar, cumprindo sua função, que é proteger a comunidade escolar — reforçou.
Para Lohanna, a educação tem sido tratada de forma improvisada, sem diálogo com a comunidade escolar e sem compromisso efetivo com estudantes e trabalhadores da área.
— Não dá para governar a educação na base da improvisação, do confronto com a Justiça e de anúncios vazios. Educação exige planejamento, legalidade e compromisso real com estudantes e trabalhadores — afirmou a deputada.
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