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Seleção faz bem ou mal ao jogador?

by Portalagora

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br

 Seleção faz bem ou mal ao jogador?

Está aí um assunto para ser analisado por profissionais do comportamento humano, por psicólogos e psiquiatras… Mas uma coisa é certa, quando o jogador é lembrado para a Seleção principal de seu País, seu rendimento no clube muda por completo. Este é um fato real.

Na maioria das vezes, a convocação é benéfica, mas ocorre também o caminho inverso, com o jogador caindo de produção. E este parece ser o caso do volante do Atlético, Rafael Carioca.

Antes de ser lembrado por Tite, para defender a Seleção Brasileira nas eliminatórias sul-americanas, ele era unanimidade entre os torcedores, os companheiros de time e para grande parte da mídia esportiva. Era considerado um dos melhores da posição em ação no atual futebol brasileiro. Agora já não é mais. Contestado, até mesmo sua vaga como titular do Galo já passa a ser questionada por muitos…

Desaprender ninguém desaprende, mas que há algo de errado com Rafael Carioca, isso há, e somente ele, com seu futebol, pode dar fim a estes rumores e boatos. Basta mostrar novamente o futebol de antes da convocação. Sem mais e nem menos…

Brasil já carimbou o passaporte para a Rússia
Líder das eliminatórias sul-americanas, com 27 pontos conquistados, a quatro do segundo colocado, o Uruguai, e oito do quinto, que hoje é a Argentina, o Brasil só não seguirá rumo à Rússia, se acontecer um desastre nas seis rodadas finais das eliminatórias. Coisa que nunca irá acontecer.

Nos duelos restantes, sendo três em casa (Paraguai, Equador e Chile) e três partidas como visitante (Uruguai, Colômbia e Bolívia), a seleção nacional vai carimbar, sem sustos, seu passaporte para a Rússia, e de quebra, ainda deve garantir o título simbólico de campeão das eliminatórias sul-americanas. Coisa impensável até bem pouco tempo.

Do choro às lágrimas, o que mudou?
Na Copa América do Centenário, disputada nos Estados Unidos, a eliminação ainda na primeira fase, com derrota para a fraca seleção peruana, com um gol de mão, doeu na alma de todos os brasileiros, e o medo de não participar, pela primeira vez, de uma Copa do Mundo, passou a ser ainda mais real e palpável. Uma realidade que ninguém podia, na época, questionar.

O fiasco na terra do Tio Sam foi o bastante para colocar um pouco de vergonha na cara dos dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Os homens caíram na real e meteram o pé na bunda do técnico Dunga e do tal de Gilmar Rinaldi, e chamaram para dirigir o time nacional alguém que, até então, já era unanimidade entre torcedores e imprensa: o técnico Tite.

Foi como tirar a Seleção da UTI e lhe dar um tratamento de choque, que hoje já faz sentir seus resultados. Ainda estamos longe de voltar aos tempos de ouro da Seleção canarinho, mas não há como negar que estamos a meio caminho andado.

E olha que este é o mesmo grupo, são os mesmos jogadores de antes… O que mudou, então?

Para começo de conversa, foi atitude mesmo. Com o novo treinador acabou o mi-mi-mi de jogadores mimados e chorões, estrelas de cinema, e entrou em cena a responsabilidade de o homem, atleta de futebol, que sabe que tem que dar o seu melhor e ter é alegria em vestir a amarelinha. Receita simples, que somente os “tapados” não entendiam.

MANGUEIRAS BRASIL

Vitória mais que merecida

A atuação da seleção na partida da madrugada de ontem até que não foi das melhores, não. O time, principalmente o craque Neymar, estavam bem abaixo do que sabem e podem jogar. Mas com Tite agora é assim. Mesmo que a seleção não esteja no seu melhor dia, o time tem esquema de jogo e qualidade técnica individual para alcançar as vitórias, sem passar por maiores sustos.

E foi assim diante do Peru. Bastaram dois lances do iluminado garoto Gabriel Jesus, para a Seleção canarinho abrir 2 a 0 no marcador e chegar à sua sexta vitória consecutiva, em duelos válidos por uma fase de eliminatórias para Copas do Mundo.

É o técnico Tite escrevendo, de uma vez por todas, seu nome na história da Seleção nacional de futebol.

Só Saldanha conseguiu façanha igual
Para valorizar ainda mais o feito alcançado pelo técnico Tite no comando do escrete canarinho, basta lermos a história do futebol brasileiro, e veremos que somente um time alcançou tal proeza, e olha que era uma seleção de respeito, com Pelé, Tostão e Cia limitada.

No ano de 1969, nas eliminatórias para a Copa do México, em 1970, quando a Seleção Brasileira conquistou o tricampeonato, ficando de posse definitiva do troféu Jules Rimet (que viria a ser roubado anos depois e derretido por marginais), as Feras do João Saldanha, tendo em Tostão seu maior artilheiro, passaram por cima de seus adversários, que eram derrotados, na maioria dos jogos, por sonoras goleadas.

Agora é Tite que consegue tal proeza. Os tempos são outros e o futebol não é o mesmo, mas não há como não deixar de enaltecer o que o novo treinador tem realizado a frente do time brasileiro. Foram seis vitórias consecutivas, com 17 gols marcados e apenas um (e mesmo assim contra, de Marquinhos) sofrido. Querer mais que isso, já seria pedir demais.

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