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“As conversas não são minhas”: coordenadora nega venda de castrações  

Denúncia de vereador no MP tem prints atribuídos a Edmara; Prefeitura afirma que vereador cometeu irregularidades

by JORNAL AGORA

Bruno Bueno

O conflito entre o vereador Flávio Marra (PRD) e a coordenadora do Castramóvel, Edmara Martins, ganhou mais um capítulo. O parlamentar acusa a profissional de cobrar pelos procedimentos gratuitos. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público (MP) na semana passada. 

Em entrevista exclusiva ao Agora na tarde de ontem, Edmara negou a venda de castrações e disse que as conversas divulgadas por Marra — e atribuídas a profissional — não são dela. 

O vereador também foi convidado a falar sobre a acusação, mas preferiu não participar.

Mensagens

Marra apresentou prints onde, supostamente, Edmara apresenta valores para os serviços de castração. A profissional afirma que a conversa é de uma clínica-escola privada que cobra para castrar animais.

— Não existe isso no Castramóvel, não tem venda de vagas. Essa conversa é com a instituição de ensino. Não foi comigo. Lá tem curso de veterinária e eles cobram pelo trabalho — afirma.

A coordenadora negou, novamente, as acusações do parlamentar.

— Primeiro porque eu jamais faria isso. E outra, é impossível que haja venda de vagas como ele tem me acusado. O aplicativo está lá disponível para que a pessoa entre e preencha os dados. É gerado um protocolo (…) — explica. 

Providências

Edmara ainda não foi notificada e também não teve acesso à denúncia no MP. Mesmo assim, disse não temer a investigação.

— Estou tranquila.  Inclusive, eu ajudo as protetoras com vagas de castração. No decorrer do mês, muitas delas resgatam animais e a gente encaixa para que eles não continuem sofrendo na rua — pontua.

Ela admite preparar providências contra o vereador.

— Já foram encaminhadas às acusações, vídeos para minha advogada. A gente já está tomando providências para  que ele responda na forma civil e criminal — salienta.

Marra

O Agora convidou o vereador Flávio Marra para uma entrevista com o intuito de esclarecer o caso. O parlamentar não aceitou. No entanto, nas redes sociais, ele detalhou a denúncia. 

— A denúncia que a gente tem é que a senhora Edimara Martins, que ganha quase R$ 5 mil por mês, está vendendo vagas do castramóvel. (…) Se realmente acontecer isso, a gente vai pedir punição e exigir para que tomem uma atitude em relação a essa funcionária — comentou. 

Marra afirma ter sido barrado na fiscalização.

— Eles não deixaram eu ver a documentação, não deixaram eu tirar foto, não deixaram eu fazer vídeo, não deixaram nada. Aí eu te pergunto: pra que você é vereador se não é pra fiscalizar o órgão público?  — questionou.

O parlamentar atribuiu o atraso nas castrações à suposta denúncia.

— Quando você entra no aplicativo e não consegue marcar a castração do seu animal, sabe o que acontece? A denúncia é que a bonita está vendendo vaga. (…) Eu tenho áudio, eu tenho prints — acrescentou.

MP

Marra levou o caso ao Ministério Público.

— Nós já estamos aqui na sede da Promotoria Pública. Eu  estou com documento em mãos, onde a gente vai deixar com o promotor responsável pelo meio ambiente, que é o doutor Alessandro, a nossa representação contra a suposta venda de castração que está acontecendo lá dentro do Crevisa — disse em vídeo publicado nas redes sociais. 

O parlamentar espera que medidas sejam tomadas.

— Se realmente estiver acontecendo isso, as atitudes têm que ser tomadas e é isso que a gente vai cobrar para o Poder Executivo —  reiterou.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura se pronunciou sobre o caso. O Executivo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Seplam), disse que o parlamentar cometeu irregularidades durante a fiscalização.

— O vereador entrou na sala de cirurgia sem autorização. O local é de acesso restrito, pois é estéril devido à natureza do trabalho. Também começou a tirar fotos das fichas de cadastro dos tutores, o que, por conter informações pessoais dos cidadãos, não poderiam ter sido tiradas —  disse. 

Indagada pela Prefeitura, Edmara disse estar sendo perseguida.

— A servidora em questão informou que a denúncia se trata de suposta perseguição do vereador que a acionou na Justiça por danos morais  — acrescentou a Prefeitura.

B.O

A reportagem teve acesso ao boletim de ocorrência feito por Edmara contra Marra. A coordenadora disse que a conduta do vereador estaria causando prejuízo ao andamento do trabalho. 

O parlamentar, por sua vez, disse que ela se mostrou cooperativa, mas só entregaria a documentação desejada após a chegada da Polícia Militar. 

Foto: Jornal Agora

Legenda: A responsável pelo Castramóvel nega acusações de Flávio Marra

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