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Obras na avenida Magalhães Pinto atrasam mais uma vez

Motivo desta vez é problema com um equipamento; Prefeitura informou que está cobrando solução da empresa responsável 

by Matheus Augusto
(Foto: Divulgação / PMD) O prazo inicial para a execução das obras era de 8 meses

Da Redação 

Dez meses já se passaram desde que as obras de pavimentação da avenida Magalhães Pinto começaram em Divinópolis. Com previsão inicial de durar oito meses — excluídos os períodos de pausa em decorrência das chuvas — que já foram extrapolados, a intervenção, agora, estava prevista para ser entregue em agosto deste ano. Porém, a história ganhou mais um episódio.

A Prefeitura informou nesta segunda-feira, 24, que a empresa responsável pela execução das obras está com um equipamento importante estragado. Se trata da vibroacabadora, equipamento que espalha o asfalto. 

A empresa tem buscado alugar o equipamento para continuar a obra, mas, enquanto isso, uma camada fina de asfalto será aplicada manualmente para que os veículos possam acessar e estacionar. 

Atualmente, a obra está no trecho compreendido entre a rua Malacacheta e a rua do Ferro. A região já está apta para receber o asfalto a quente, porém, aguarda a solução referente ao equipamento para continuar os serviços. 

— A Prefeitura segue cobrando da empresa uma solução definitiva e espera que os serviços de asfaltamento do referido trecho se iniciem o quanto antes — informou a Prefeitura, em nota. 

Moradores e comerciantes afetados

Interditada desde agosto, a rodovia é uma importante rota de ligação entre bairros da cidade e tem trânsito intenso de veículos pesados, como ônibus e caminhões, e de moradores que precisam se locomover diariamente para bairros próximos. 

Estes moradores precisam passar por desvios — nos bairros Danilo Passos e Bom Pastor — e enfrentam dificuldades no trânsito, muitas vezes geradas pelos veículos pesados que também necessitam passar por essa rota alternativa.

Além disso, comerciantes da região também relataram enfrentar dificuldades graças à diminuição do fluxo de clientes. O Agora entrou em contato com dois estabelecimentos da região para escutar sobre como está sendo enfrentar essa questão.

Uma funcionária de uma loja de hortifrutis, que não quis se identificar, confirmou que foi registrada uma queda de clientes no estabelecimento, principalmente daqueles que tinham que ir de carro fazer as compras, o que atrapalhou as vendas no local. 

Um frentista de um posto de combustíveis da região também não quis se identificar, mas falou que a intervenção atrapalhou bastante a chegada dos carros e de clientes no estabelecimento.

A obra

As obras de drenagem e pavimentação na avenida Magalhães Pinto tiveram início no dia 8 de agosto. Os quase quatro quilômetros de extensão da rodovia, desde o acesso à MG-050 até a Ponte do Niterói, passaram pela intervenção. 

O investimento total foi de R$ 9.027.208,27, provenientes de transferência especial viabilizada pelo senador Cleitinho, enquanto deputado. Além do Fundo de Saneamento e recursos próprios da Prefeitura de Divinópolis. 

A execução da recuperação e recapeamento da avenida engloba os serviços de drenagem profunda, com assentamento de tubos de concreto para escoamento de águas pluviais, execução de meio fio e sarjeta, recuperação e substituição das camadas do pavimento — sub base, base e revestimento – que se encontravam deterioradas e sem resistência ao tráfego de veículos.

Para não ser necessária a interrupção completa de toda a avenida, a Prefeitura decidiu executar a obra em etapas.

— Vamos começar pelo trecho de entrada da 050, que estará totalmente interditado até a região mais adentro da cidade, perto do bairro São Geraldo. Vamos iniciar pela drenagem pluvial, que é a abertura de valas para assentamento de tubos de concreto para escoamento das águas das chuvas — detalhou, na época, o secretário de Fiscalização de Obras Públicas e Planejamento, Paulo José.

Troca de empresas

Este atraso para a execução da obra já resultou na substituição da empresa responsável pela obra. Em fevereiro, a Prefeitura divulgou, no Diário Oficial dos Municípios Mineiros, a contratação da empresa Locadora Terramares Ltda, que foi contratada para fazer a finalização das obras. 

Ela substituiu a empresaMoura Campos Construtora Ltda, que havia vencido a licitação, mas depois rescindiu “amigavelmente” o contrato. Segundo a Prefeitura, o fim do contrato se deu pelo não atendimento do cronograma, que ocasionou atrasos nas intervenções. 

No novo contrato, ficou previsto o prazo de seis meses para finalização da obra, a partir da emissão de ordem de serviço. Este período se encerra em julho. 

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