‘Querer não é poder’ 

Definitivamente, como diz o ditado, “Querer não é poder”. Este dito popular, apesar de ser antigo, remete bem aos dias atuais. Querer, idealizar algo nem sempre é sinônimo de capacidade de conseguir, de executar. É preciso separar o ilusório do real. O que se quer, do que se tem, do que se pode ter. A Câmara de Divinópolis é o exemplo perfeito para isso. Seis novos vereadores foram empossados no dia 1º de janeiro, e a princípio o que se vê é que ainda  deixam a desejar quando se trata de saber o que é representar um povo. A verdade é que não são apenas os novatos que precisam aperfeiçoar o conhecimento do que significa o Poder Legislativo. Alguns velhos de Casa também seguem ainda sem entender muito sobre a vereança. Muitos cliques, vídeos, poses, movimentos milimetricamente calculados tomam conta da Casa do Povo divinopolitana. Tudo muito longe do que o povo de fato precisa. Os bastidores da Câmara falam por si só. A atual legislatura mal começou e promete muitos vacilos, provando que nem sempre “querer é poder”. O fato de uma pessoa optar em exercer um cargo político, definitivamente não significa que ela pode. O fato de um candidato ser eleito para tal cargo não significa que ele conseguirá exercê-lo da forma como a população merece. 

O play foi dado, e não só pelas redes sociais, mas também pelos bastidores do Legislativo é possível afirmar: apertem os cintos divinopolitanos, pois este “voo” não será nada tranquilo. Apesar de ainda não ser possível determinar o que é pior, se o teatro dos eleitos, ou a aceitação do povo a este espetáculo, já não se pode mais fechar os olhos para tamanha falta de aptidão para exercer um cargo de tamanha importância. De 2016 para cá, a Câmara de Divinópolis virou um verdadeiro circo, e o fato é que está cada vez mais difícil de “assimilar” o que o povo quer, com o que a política local tem a oferecer. Sem rumo, se pautando apenas no raso, no show, nos discursos que nada mudam e pouco fazem, os vereadores provam a cada legislatura que de fato “querer não é poder”. Ser eleito não significa ser capaz de representar uma cidade. E, se a coisa já vinha “ladeira abaixo” de nove anos para cá, parece ter piorado. Não precisa ser um especialista político, muito menos um expert no assunto. Basta dar algumas voltas nos corredores da Câmara para constatar isso. Alguns foram eleitos e reeleitos, mas ainda estão na euforia da vitória.

O triste disso é a possibilidade de Divinópolis perder mais uma vez, durante esses quatro anos. A cidade está condenada a andar em círculos mais uma vez? Afinal, o que já se vê de representantes já trabalhando em causas próprias, e até mesmo com olho em 2026, não é brincadeira. Só a constatação mesmo de que “querer não é poder” e muito menos, saber. Representar um povo à sua altura não é fácil, ainda mais quando ele não está nem aí. Que venham as poses, os cliques, as frases com efeitos clichê, o circo, o show, o espetáculo, porque 2025 mal começou e já mostrou muito. O aviso foi dado: apertem os cintos, porque o voo promete. 

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