João Carlos Ramos

Popularmente conhecido como Gibran (Bsharri – 06/01/1883 – Nova York – 10/04/1931).

Poeta, prosador, pintor, filósofo libanês, mundialmente famoso. Considerado pela crítica especializada como o maior escritor árabe de todos os tempos. Mudou-se para os Estados Unidos aos 12 anos de idade. Sua obra-prima, intitulada “O PROFETA”, alcançou uma vendagem astronômica, sendo traduzido para cem idiomas. Publicou 26 livros e deixou dois inacabados: A música, Uma lágrima e um sorriso, As procissões, Curiosidades e belezas, Temporais, As ninfas do vale, As almas rebeldes, Asas partidas, O errante, O louco, O precursor, Areia e espuma, O jardim do profeta, Jesus, o filho do homem, O profeta, Os deuses da terra, Contos breves, O pequeno livro do amor, O mensageiro, Segredos do coração (dentre outros publicados em outros idiomas).

Gibran era romântico, revolucionário, filósofo, sábio e humanista. Suas obras levam os leitores ao encantamento incomparável e à ternura e ao amor infinitos. Livros de cabeceira de reis e monarcas, revolucionou a literatura mundial, influenciando também grandes escritores brasileiros. Além de sua genialidade para a literatura, tinha talento sublime para a pintura, deixando telas imortais para completar sua história.

Quero chamar a atenção dos meus leitores para algo que passa despercebido dos leigos. Todo sucesso de Gibran se deve à extrema bondade do coração de uma mulher. Seu nome?

– Mary Elizabeth Haskell (11/12/1873 – 9/10/1964). Nascida em Columbia – Carolina do Sul, filha de Alexander Cheves Haskell e Alice Van Yeveren. Conheceu Gibran em uma exposição de pinturas dele, no Estúdio Fred Holland Day, no ano de 1904. Proprietária de uma escola e dona de uma fortuna considerável, imediatamente se apaixonou pelas obras de arte de Gibran e propôs, por obra do destino, creio eu, manter o aperfeiçoamento de seus estudos artísticos na França. Gibran se tornou um pintor de renome e, acima de tudo, um incomparável escritor do mundo árabe. A seguir, ela publicou todos os seus livros. Ao publicar o “Profeta”, livro de sucesso mundial, Gibran se tornou independente financeiramente dela. Esse fato é extraordinário e digno de ser enfatizado, por ser desconhecido dos leigos. Uma mecenas era algo raro nos dias de Gibran e, atualmente, mais raro ainda. O caráter nobre da Senhora Haskell é louvável e digno de criações poéticas em seu louvor. Segue o que pode produzir minha inspiração:

Mary,

O famoso poeta e sua mecenas se foram…

Ficaram as lições de voo

das duas águias:

Uma procurando ninhos de apoio

e outra, oferecendo o colo das montanhas.

Parabéns, Gibran!

Parabéns, Mary, a doce mensageira das manhãs!

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