Os meses que antecedem as Eleições 2026 não são marcados apenas por regras ditadas pelo calendário eleitoral elaborado pelo TSE, mas também por ações interessantes que aproximam os eleitores do pretendentes a ocupar algum cargo a partir de 2027. Um delas vem da Associação Mineira de Municípios (AMM), que abriu edital para a realização do painel com pré-candidatos ao Governo de Minas e ao Senado, dentro da programação do 41º Congresso Mineiro de Municípios, que acontece nos dias 5 e 6 de maio, no Expominas, em Belo Horizonte. A proposta é ampliar o diálogo entre lideranças políticas e gestores municipais, permitindo uma visão direta das propostas que impactam o municipalismo. Excelente ideia. Pois, como diz o ditado certeiro: Fulano sabe “onde o calo dói”! Neste caso, os prefeitos.
Dinâmica e regras
Podem participar nomes indicados por partidos ou federações que tenham pelo menos cinco representantes na Câmara dos Deputados, mas apenas um pré-candidato para cada cargo por legenda. O painel será realizado no palco principal em dois momentos: no dia 5, das 13h30 às 17h20, com os pré-candidatos ao Palácio Tiradentes; e no dia 6, das 8h30 às 12h20, com os postulantes a uma cadeira no Senado. A dinâmica será expositiva, com tempo de fala definido conforme o número de participantes. A ordem das apresentações será estabelecida por sorteio, em reunião com representantes dos pré-candidatos. Sem dúvida, uma ótima oportunidade para os chefes do Executivo questionarem e ouvir de perto aquele que pretende direcionar os caminhos de Minas nos próximos quatro anos. Afinal, o Estado é maior do que muitos países e precisa muito mais do que promessas.
Relatório rejeitado
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG), passou a bola, já que foi travado para chutar. Ele entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 15, o relatório final da comissão, apesar de o documento ter sido rejeitado pelos parlamentares. O pacote recheado foi entregue aos ministros André Mendonça e Luiz Fux. O relatório, elaborado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL), pedia o indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como o parecer foi rejeitado pelo colegiado, a comissão foi encerrada sem a aprovação de um relatório final e sem o indiciamento formal de investigados. A pergunta é: quando uma CPI deu em alguma coisa em qualquer Legislativo deste país? É óbvio que boa parte dos integrantes tem “rabo preso” com alguma coisa. Vão se prejudicar? Dispensa resposta.
Não desiste
Não é só a insistência do advogado e comentarista político, Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman”, que preocupa os pré-candidatos mineiros para uma vaga em Brasília. Ele deu indícios de que pode alterar sua pretensão na corrida eleitoral pelo Estado. Filiado ao Novo de Romeu Zema, já tinha revelado que disputaria uma cadeira na Câmara Federal. Porém, parece ter mudado de planos e se lançar ao Senado. Essa já era sua pretensão anterior, quando se mudou de São Paulo para Minas Gerais há cerca de um ano. Claro que não será franco favorito pelo fato de não ter ocupado cargos parecidos antes e não ser tão conhecido. Apenas atrapalharia quem tem reais chances, tirando votos. Já que pertence ao quadro do Novo, e Mateus Simões ainda está órfão, pois não apareceu ninguém do partido ainda para compor a chapa, por que não se juntar a ele? Resolveria o problema e deixaria o caminho livre para os nomes que realmente podem ser eleitos.


