Eleitor confuso 

O prazo é cada vez mais curto, mas por enquanto, apenas uma chapa, a de Mateus Simões (PSD), mesmo assim sem vice, segue a única confirmada para a disputa ao Governo de Minas. Fora disso, só especulações e um disse me disse. Processo natural devido às conhecidas estratégias nas política usada em ano eleitoral, mas a realidade é que só confunde a cabeça do eleitor. Afinal, é difícil fazer sua escolha apenas com um “deve ou “pode” ser candidato”. Quando for oficialmente confirmado o nome de fulano ou Beltrano, boa parte já pode ter optado por quem já decidiu e está em evidência. 

Não impossível 

Vídeos nas redes sociais e entrevistas dos envolvidos no processo, comprovam o cenário confuso. O presidente do PSDB e deputado federal, Aécio Neves, por exemplo, disse à Itatiaia considerar “difícil, mas não impossível” uma aliança com o presidente Lula e o PT em apoio à candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB) na disputa da principal cadeira do Executivo no Estado. Portanto, sem nada decidido como dito acima. Não sabe se disputará a reeleição, uma vaga no Senado ou mesmo comporá uma chapa rumo ao Governo de Minas, cargo o qual, tem vasta experiência, sendo o mais “querido” até hoje pela segurança pública. Ou seja, apoiando  Pacheco, uma boa parte desta categoria pode apoiar o PT. Aliás, não só essa, mas da educação, por exemplo. Vale lembrar que ele foi citado em citado em esquema de corrupção, porém, o brasileiro tem memória curta. Além disso, quando não se tem opções, no caso da polarização, por exemplo, é um ou outro. 

‘Lulécio’

Ainda durante a entrevista, o parlamentar fez críticas à gestão petista no governo federal, mas defendeu a relação republicana com Lula e citou sua proximidade com nomes do PT em Minas, como a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, um dos nomes favoritos ao Senado. Perguntado sobre o fenômeno “Lulécio” de 2006, em que eleitores votaram em Aécio para o governo de Minas e em Lula para presidente, o peessedebista diz que a convergência foi natural do momento e não houve acordo formal entre os dois políticos. Como diz a trend do momento: será?

Convenções 

Vinte de julho a 5 de agosto. É este o período que os partidos realizam as convenções para escolher oficialmente seus candidatos. Se olhar pelo calendário, o prazo para a confirmação dos nomes, parece longo, mas além do tempo voar, para que deixa para confirmar os nomes nesta data, corre o sério risco de os eleitores já terem feito suas escolhas. Depois disso, os partidos devem registrar os nomes escolhidos na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. No entanto, alguém vai se arriscar fazer campanha em cerca de um mês? Nesta data, restarão somente 49 e nove dias para as eleições. Vale ressaltar, que só estará apto para a disputa, o nome que for aprovado nas convenções. Talvez, por este fato, muitos ficam cautelosos. Vai que anunciam candidatura e “levam pau” no dia!

Escolha na urna

Essa eleição é considerada “um bicho de sete cabeças” para muitos que têm dificuldades ainda com as urnas eletrônicas. Afinal, são seis nomes. Presidente da República, governador, dois senadores e dois deputados. Se para escolher a quantidade é exagerada, imagina os eleitos. O Brasil conta só em Brasília, com 513 deputados e 54 senadores, um exagero sem tamanho, mas… Ainda tem 27 governadores e centenas de deputados estaduais, a depender de cada assembleia. Basta pegar essa quantidade, somar os salários e os inúmeros benefícios ao total representantes para se ver o rombo aos cofres públicos. Por isso, quando se fala na quantidade, não é nenhum exagero. Se o gasto com eles fosse menor, tudo bem. Para se ter uma ideia, os gastos com deputados federais e senadores brasileiros superam R$ 1 milhão ao ano. Mais que o dobro dos parlamentares americanos. E olha a diferença econômica entre os dois países. Não por acaso, muitos até matam pelos cargos. 

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