Divinópolis fecha o primeiro trimestre positivo na geração de novas vagas de emprego

Setor de prestação de serviços foi o grande destaque, respondendo por um saldo positivo de 190 vagas, 69,8% de todo o resultado do mês de março

cabeleireira

Jorge Guimarães 

Divinópolis iniciou o ano de 2026 com sinais animadores no mercado de trabalho, refletindo uma retomada gradual e consistente da economia local. Após encerrar 2025 com um saldo modesto, porém relevante, de 18 novas vagas formais, o município demonstra um ritmo mais acelerado na geração de empregos já no primeiro trimestre deste ano. 

Confiança 

Esse avanço indica maior confiança por parte do setor produtivo, além de possíveis impactos positivos de investimentos e da retomada de atividades em diferentes segmentos econômicos. 

— O cenário reforça a expectativa de um ano mais promissor, com oportunidades crescentes para a população e fortalecimento do desenvolvimento regional — avaliou o empresário do ramo do vestuário, Dalmo Faleiro. 

Números

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o início de 2026 tem sido marcado por uma trajetória positiva no mercado de trabalho em Divinópolis. Em janeiro, foram registrados 230 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado que já apontava para uma retomada consistente da economia local. Em fevereiro, o cenário se mostrou ainda mais favorável, com a criação de 303 novas vagas, representando um crescimento de 31% em relação ao mês anterior.

Os números mais recentes, divulgados nesta quarta-feira, 29, reforçam essa tendência de avanço. No mês de março, Divinópolis voltou a apresentar desempenho positivo na geração de empregos formais. Ao todo, foram contabilizadas 3.498 admissões contra 3.226 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 272 novas vagas. 

— Os dados evidenciam a continuidade do aquecimento do mercado de trabalho e consolidam o município em um momento de expansão, com perspectivas otimistas para os próximos meses — pontuou o empresário. 

Segmentos

No município, o setor de prestação de serviços foi o grande destaque na geração de empregos, respondendo sozinho por um saldo positivo de 190 vagas, o que representa 69,8% de todo o resultado do período. Esse desempenho evidencia a força do setor produtivo local e sua capacidade de absorver mão de obra, mesmo em uma época tradicionalmente marcada por ajustes após as contratações sazonais de fim de ano.

O comércio também apresentou um desempenho expressivo, com a criação de 79 novos postos formais, demonstrando aquecimento nas atividades de consumo. Já o agronegócio contribuiu com saldo positivo de 10 vagas, reforçando a importância do setor na composição da economia local. Esses números destacam a diversificação econômica do município e o bom momento vivido por diferentes segmentos.

Por outro lado, os setores da construção civil e da indústria foram os únicos a registrar resultados negativos, com o fechamento de 6 e 1 vagas, respectivamente. Apesar disso, o saldo geral permanece positivo, indicando que o mercado de trabalho segue em expansão e com perspectivas favoráveis para os próximos meses.

Centro- Oeste 

Na região Centro-Oeste de Minas Gerais, outras cidades também apresentaram desempenho positivo na geração de empregos formais, reforçando o bom momento da economia regional. Em Itaúna, por exemplo, o mês de fevereiro foi encerrado com a criação de 144 novas vagas. O grande destaque foi o setor da construção civil, responsável por 289 postos, seguido pela indústria, que registrou saldo de 93 empregos.

Já em Nova Serrana, o saldo também foi bastante favorável, com a abertura de 398 novas vagas. Nesse cenário, a indústria mais uma vez se destacou, reforçando o título da cidade como a “Capital do Calçado”. O segmento foi responsável por 206 novas oportunidades, seguido pelo comércio, com 111 vagas, e pela prestação de serviços, com 86 novos postos de trabalho.

Em Pará de Minas, os números também foram positivos, com a criação de 177 vagas. A indústria liderou a geração de empregos, com 91 novos postos. Por outro lado, o setor de prestação de serviços apresentou desempenho negativo, com o fechamento de 34 vagas, sendo o ponto de maior atenção no município dentro do período analisado.

Minas Gerais 

Minas Gerais abriu 38.845 novas vagas de emprego formal em março de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número representa o segundo maior saldo já registrado para o mês em toda a série histórica.

O saldo é fruto de 274.365 admissões contra 235.520 desligamentos. Com este desempenho, Minas se consolidou como o segundo estado que mais gerou vagas no Brasil no último mês e já acumula 70.625 novos postos abertos em 2026.

Esse volume de contratações levou Minas a atingir a menor taxa de desemprego de sua história: 3,8% no quarto trimestre de 2025, índice significativamente inferior à média nacional, que fechou o período em 5,1%.

Diversificação

O crescimento registrado em março foi impulsionado por um desempenho positivo em todos os setores da economia de Minas Gerais, evidenciando um cenário de expansão equilibrada. O grande destaque ficou por conta do setor de Serviços, que liderou a geração de empregos com 17.865 novas vagas. Na sequência, aparecem a Agropecuária, com saldo de 9.722 postos, a Construção, com 4.176, o Comércio, com 3.752, e a Indústria, com 3.331 novas oportunidades de trabalho.

Para a diretora de Monitoramento e Articulação de Oportunidades de Trabalho da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Amanda Carvalho, a análise dos dados reforça a solidez da economia estadual. Segundo ela, o resultado de março demonstra uma economia diversificada, capaz de proteger o estado de oscilações específicas de mercado, além de indicar que as políticas de fomento vêm alcançando diferentes cadeias produtivas, consolidando Minas como referência de estabilidade e crescimento no país.

Minas Gerais segue como o segundo estado com o maior estoque de empregos formais do Brasil, contabilizando mais de 5 milhões de trabalhadores com carteira assinada, ao todo, 5.058.972 pessoas empregadas nos setores público e privado. Esse indicador reforça a relevância do estado no cenário nacional e sua capacidade de manter um mercado de trabalho robusto e em constante evolução.

Brasil 

O Brasil também registrou um desempenho expressivo na geração de empregos formais em março. De acordo com dados do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foram criadas 228,2 mil novas vagas com carteira assinada no período.

O resultado representa um avanço significativo em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o país havia registrado a abertura de aproximadamente 79 mil postos de trabalho. A comparação evidencia uma aceleração importante na recuperação do mercado de trabalho, sinalizando maior dinamismo da economia brasileira e aumento da confiança entre empregadores.

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