Futebol e eleição

A convocação ontem da seleção brasileira que irá disputar a Copa do Mundo 2026, certamente encheu milhões país afora de alegria. Afinal, a contagem é regressiva para a disputa nos Estados Unidos. Não é novidade que o amor do brasileiro por futebol é inexplicável. E quando se trata da seleção, então, o país para literalmente, mesmo com os últimos fracassos de competições recentes. É lindo. E nada contra a mobilização, principalmente, pelo fato de a competição ocorrer apenas de 4 em 4 anos. Mas, em especial neste ano, esses mesmos torcedores não podem fechar os olhos para as eleições. Não podem deixar a paixão tapar os olhos para um momento tão importante, quando escolherão seus representantes nas três esferas, e que vão decidir os destinos do Brasil por mais quatro anos. Chega a ser preocupante, visto que os eleitores já escolhem mal demais nas urnas. Imagine com os pensamentos totalmente voltados para a maior competição mundial. O momento festivo, especialmente em se tratando de título, passa rápido. Mas, as consequências de uma escolha equivocada pode durar mais do que se imagina.

Não pode apagar a urna

Como dito no tópico anterior, o risco de distração é grande. E é exatamente aí que mora o perigo. A Copa tem o poder de hipnotizar por um mês inteiro. Rua enfeitada, bandeira na janela, cerveja, debate só sobre escalação, atuação dos jogadores e VAR. Realmente é o que o brasileiro ama. Um escape e tanto para os problemas vividos no dia a dia. O problema é a janela perfeita para eleição passar em segundo plano. No entanto, é preciso lembrar que quem decide sobre a população do país pelos próximos 4 anos não é o técnico da seleção. É a eleição de outubro. E a escolha sem atenção vira voto de impulso, de campanha de última hora ou comprado com 30 segundos de jingle. Enquanto todo mundo discute se a seleção vai ser hexa, os candidatos vão gastar milhões, fechar alianças de bastidores para definir os próximos cargos. Ou seja, se o brasileiro deixar a Copa “comer” a eleição, chegará em outubro sem debate de programa, sem cobrar plano de governo, sem lembrar quem votou o quê nos últimos 4 anos. Aí se acorda em novembro com o resultado e volta a reclamar por 4 anos. Copa é paixão, mas não paga boleto, não muda salário, não escolhe um bom nome para nos representar. Quem esquece a urna por causa da bola, assiste o país jogar sozinho depois. Simples assim.

Troca-troca

Ainda dentro do assunto eleições 2026, uma troca de pré-candidato pode movimentar o cenário na disputa para Presidência da República. O partido Democracia Cristã (DC) oficializou uma mudança considerada estratégica. O presidente nacional da legenda, o ex-deputado João Caldas, confirmou em entrevista ao Broadcast, que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mineiro de Paracatu, Joaquim Barbosa assumiu o posto de pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto. Ele substitui o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo. Antes desta, outra supresa foi o nome Augusto Cury (Avante). O psiquiatra e escritor conhecido mundialmente foi lançado há cerca de 15 dias. Do ponto de vista, sem vícios políticos, carreiras consolidadas, inteligentíssimos, sem dúvida, os melhores nomes. Mas, daí a maioria dos eleitores ter esta consiciência, há uma distância enorme. Infelizmente.

Sem Pacheco

Sem Rodrigo Pacheco (PSB), que é o que provavelmente irá acontecer, o PT precisa acelerar a discussão sobre alternativas para a disputa do Governo de  Minas. Se a opção for por candidatura própria, colocar um nome em evidência em tão pouco tempo, é tarefa complicada. No entanto, há alternativas que podem se não resolver, amenizar a situação, como o apoio a integrantes de outras siglas aliadas, entre elas o PSB do ex-procurador de Justiça de  Minas, Jarbas Soares Júnior. Ou então, apostar em caras conhecidas e com força nas pesquisas e nas urnas. Uma delas, Alexandre Kalil (PDT), ex-presidente do Atlético e ex-prefeito de Belo Horizonte. Ainda tem setores da federação que tem o PT à frente, que conta ainda com PV e PCdoB, que preferem Gabriel Azevedo, até então, pré-candidato pelo MDB. Enquanto os partidos do presidente Lula e do ex-Bolsonaro seguem com a indecisão, é o Republicanos de Cleitinho Azevedo que aparece bem na fita. O senador é o preferido dos eleitores mineiros, conforme pesquisas.

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