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Economista acredita que 13º salário deve aquecer o comércio em Divinópolis

by Portalagora

Jorge Guimarães

Até o final do ano, estima-se que deverão ser injetados na economia brasileira, aproximadamente de R$ 197 bilhões, em virtude do pagamento do 13º salário. Dinheiro este que representa aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal e outros beneficiários. A média em valores deve girar em torno dos R$ 2.192. Estas são as estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O valor a ser pago é R$ 15 bilhões maior (ou 8,2%) do que em 2015. Apesar da diferença, o impacto na atividade econômica não deve ser relevante. — O valor nominal significa uma estabilidade, porque se desconta a inflação e gera um aumento real de apenas 0,6% — afirma o analista econômico Everton Carneiro.

Quitar dívida
A primeira parcela do bemefócio para maioria dos trabalhadores está se aproximando e muitos já fazem planos. Há os que irão pagar as contas, outros que investirão em um bem de consumo e ainda os que gastarão com presentes e festas de fim do ano. Porém, se alguém está pensando em torrar o 13º é bom rever as intenções porque especialistas orientam a utilizar este dinheiro extra da forma correta para que o conhecido ciclo do endividamento não volte a girar no início do ano.

Para quem está no vermelho, seja no cartão de crédito ou cheque especial, o pagamento extra deve ser utilizado para quitar dívidas.

— Porque no Brasil, a taxa de juros é muito alta e onera bastante. Isso faz com que as famílias percam capacidade de novas aquisições — avalia o especialista em Finanças Célio Tavares.

Ele lembra que ao utilizar o dinheiro extra para pagar estas contas, há uma diminuição no pagamento dos juros.

Planejamento
Este “dinheirinho extra” pode fazer a alegria de muitas famílias nas festas de fim ano. Porém, é preciso ter cuidado e começar desde já a planejar o que será feito com o dinheiro para evitar cair em tentações e gastar tudo de uma vez.

— Lá em casa, eu e minha esposa somamos os nossos rendimentos com o dinheiro e  a prioridade é quitar as dividas, se possível, todas elas. Sempre planejamos entrar o ano novo sem dever nada, pois aí vem uma carga enorme de impostos, material escolar e muitas outras despesas que são inadiáveis. Assim, o que sobrar,  a gente destina as festas de final de ano — fala o garçom Wallace Costa.

Para o comerciante Guilherme Lima, do ramo de sapatos, apesar do alto valor, segue com os pés no chão. — Conheço muitas pessoas, inclusive dentro da minha família, que vão destinar o 13º para quitar dívidas. Mas sempre no Natal, as vendas têm um acréscimo, menor que seja, mas que representa muito no final — conta Guilherme.

 

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