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Mesmo com fim da emergência da dengue, Divinópolis ultrapassa os 14 mil casos

Doença já causou nove mortes na cidade; outras nove são investigadas

by JORNAL AGORA
Foto: Reprodução - Doses da vacina contra a dengue chegaram em Divinópolis no mês de maio

Ígor Borges

O estado de emergência por arboviroses acabou, na última semana, em Minas Gerais. Entretanto, as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti ainda assustam os divinopolitanos, e os cuidados devem ser mantidos. A cidade ultrapassou os 14 mil casos confirmados de dengue em 2024. Além disso, Divinópolis registra nove óbitos em decorrência da doença.

Casos

O ano de 2024 segue com números exacerbados da doença. Dados da Semusa mostram que Divinópolis tem 16.816 notificações e 14.018 casos confirmados da doença. 

Em comparativo com o final de março, a cidade tinha  5.214 notificações e 3.501 casos confirmados da doença. Desde então, houve um aumento de 10.517 confirmações.

Dados

Os números atuais ainda apontam para 583 hospitalizações. Nove mortes já foram confirmadas e outras nove ainda estão em investigação.

O Centro (1.129) lidera o ranking de bairros com mais casos confirmados da doença. São José (330), Planalto (761), Bom Pastor (673) e Catalão (538) seguem a lista. 

A faixa etária de 20 a 29 anos é a que registra maior número de confirmações. 56,07% dos casos foram registrados em mulheres e 43,93% em homens. Os números foram atualizados no dia 9 de julho.

Fim da emergência 

Minas Gerais decretou o fim da emergência por arboviroses. A informação foi confirmada na semana passada pelo secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fábio Baccheretti, durante coletiva sobre o balanço do período sazonal de dengue. 

O cenário confirmou as expectativas da pasta de um “ano histórico”. 

— Sem dúvida nenhuma, é a maior epidemia das Américas — ressaltou. 

Apesar do maior número de casos da história, o secretário ressalta a baixa letalidade da doença. Em termos gerais, Minas Gerais esteve atrás apenas do Distrito Federal na incidência de casos. No entanto, registrou quase três vezes menos mortes proporcionais. 

— Minas Gerais, apesar de ter tido muitos casos, teve a menor letalidade — ressaltou. 

O resultado, em sua avaliação, é fruto dos investimentos e iniciativas promovidas pela SES-MG em parceria com os municípios. Dentre os principais esforços, além dos repasses financeiros, às capacitações oferecidas aos profissionais da Saúde, para o tratamento adequado dos pacientes. Outro fator importante é acompanhar a evolução do quadro das pessoas contaminadas. 

Futuro

Baccheretti expressou otimismo quanto ao futuro. Com perspectivas positivas de fortalecimento no combate ao mosquito Aedes aegypti, a tendência é que o estado não vivencie cenários tão graves quanto o deste ano. 

Dentre elas, o uso de drones para identificar as áreas com risco de infestação e facilitar o trabalho dos agentes em locais de difícil acesso. 

O governo de Minas também espera ter, até o início do próximo ano, a biofábrica construída na capital em pleno funcionamento. Atualmente, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está em processo de compra de equipamentos. O método visa anular a transmissão da doença. 

— O método consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya se desenvolvam no inseto, evitando a transmissão das doenças. Estes mosquitos, chamados de Wolbitos, não são geneticamente modificados e não transmitem outras doenças — informou, em abril deste ano, o Ministério da Saúde. 

A produção semanal pode chegar a dois milhões de mosquitos por semana. 

— (…) uma vez inseridos no meio ambiente, vão se reproduzir com os Aedes aegypti locais e estabelecer uma nova população de mosquitos que não transmitam a dengue e outras doenças — complementou. 

Vacinas

O Ministério da Saúde comunicou, em fevereiro, o início da distribuição das vacinas para os municípios de todo o país. Inicialmente, as doses foram entregues para 315 cidades de 11 estados, da qual Divinópolis ficou fora no primeiro momento. 

A escolha foi realizada de acordo com os três principais critérios, escolhidos pelo próprio órgão: ranqueamento das regiões de saúde e municípios; quantitativo necessário de doses conforme a disponibilidade, prevista pelo fabricante; e o cálculo do total de doses a serem entregues em uma única remessa ao município.

Então, no dia 2 de maio, a Prefeitura anunciou que Divinópolis recebeu 3.182 doses da primeira remessa, de 12.729 imunizantes, contemplando crianças e adolescentes, de 10 a 14 anos. Foi realizado, ainda, um mutirão para impulsionar a vacinação, que aplicou mais de 800 doses. 

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