Ana Luisa Freitas
A gripe nesta época do ano se torna uma preocupação significativa e em Divinópolis a situação não é diferente. Anualmente, a cidade enfrenta novos surtos, sobretudo durante o período mais seco e temperaturas mais amenas, quando os vírus respiratórios se espalham com maior facilidade. Em 2026, a cidade voltou a registrar um crescimento nos casos da doença, com quase 3 mil notificações, o que acende um sinal de alerta.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), já são 2.952 atendimentos realizados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto. Embora os registros ainda estejam abaixo do registrado em 2025, o avanço da doença preocupa pelas rápidas taxas de disseminação.
Outro dado relevante é a identificação de diferentes vírus atuando ao mesmo tempo, como o rinovírus, principal doença, além de registros de influenza, covid-19 e outros agentes respiratórios.
Grupos mais afetados
Dados mostram que os públicos mais afetados estão entre os jovens de 20 e 29 anos, crianças e idosos, reforçando uma atenção redobrada e a importância de medidas de prevenção simples no dia a dia. Os principais sintomas que devem ter de alerta são: coriza, dor de cabeça, espirros, mal-estar e febre.
Prevenção
Para se prevenir contra doenças respiratórias a diretora de Vigilância em Saúde, Erika Camargos, passou algumas orientações
— É importante sempre manter as mãos higienizadas com frequência, manter os ambientes abertos para que o ar possa circular e o vírus dispensar e caso esteja com os sintomas fazer a utilização de máscaras — afirmou.
Casos no Brasil
Segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde, de janeiro ao meio de março de 2026, o país registrou 3.584 casos da doença, diferença de 1.746 em comparação a 2025 no mesmo período, ou seja, houve um aumento de 100,3%.
Em 2025, a UPA de Divinópolis enfrentou um cenário crítico de superlotação, com ocupação média de 169%. O setor de enfermaria adulta chegou a 180%, enquanto a pediatria atingiu 157%. A pressão sobre a unidade resultou na permanência prolongada de pacientes à espera de transferência para hospitais de referência, ao todo, 62 pessoas ficaram retidas, sendo sete crianças.
Já 2026, o quadro volta a acender um alerta com o avanço dos casos de doenças respiratórias no município. O aumento da demanda reforça a preocupação das autoridades de saúde quanto ao risco de novos episódios de superlotação, especialmente diante da limitação de leitos hospitalares e da recorrente necessidade de encaminhamento para unidades de maior complexidade.
Grupo que podem se vacinar
O Brasil deu início à campanha deste ano de vacinação contra a gripe no último dia 28 a grupos prioritários, sendo eles: crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais de idade, gestantes, puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores do ensino básico e superior, profissionais das Forças de Segurança e Salvamento, profissionais das Forças Armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, trabalhadores dos correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

