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Motoristas rejeitam proposta e se aproximam de paralisação 

Categoria alega defasagem salarial e defende reajuste de 13%

by JORNAL AGORA

Da Redação

Os motoristas de ônibus urbanos rejeitaram, em assembleia na segunda-feira, 29, a proposta de reajuste salarial. Agora, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttrodiv) reabrirá as negociações. 

— Se não tiver avanço, temos que ir para uma paralisação — afirmou o presidente da categoria, Erivaldo Adami. 

Sindicato

Conforme informou anteriormente à reportagem, os profissionais defendem um reajuste salarial de 13,86%. O valor é a soma da inflação de 3,86% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada nos últimos 12 meses, com 10% de defasagem salarial. 

As demandas dos profissionais envolvem, ainda, o pagamento integral de horas extras e plano de saúde, aumento de 12% no vale-alimentação e seguro de vida. 

Outra cobrança é por melhores condições de trabalho. Segundo Adami, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelece o intervalo obrigatório de 11 horas entre o final de uma jornada de trabalho e o início de outra. 

Na avaliação do presidente, a sinalização até o momento é de apenas 3,86%. 

— Acredito que será quase inevitável uma paralisação pela diferença entre o que nós estamos pedindo e o que eles pretendem oferecer, pelo que a gente percebe — apontou Adami no início do mês. 

Consórcio 

Desde o início das negociações, o Consórcio TransOeste tem ressaltado a “preocupação” com o cenário do transporte coletivo diante a ausência de reajuste na tarifa.  

— Entramos no quinto ano sem reajuste das tarifas. Qualquer empresa e trabalhador sabem a insustentabilidade de manter uma prestação de serviços com qualidade sem recomposição inflacionária — explicou. 

A frota do consórcio TransOeste, acrescentou, já foi a mais nova do país e hoje se encontra em idade avançada.

Sobre as negociações trabalhistas, reconheceu a importância das demandas dos profissionais, porém mencionou os entraves descritos acima. 

— Os trabalhadores precisam de reajuste, mas precisamos da compreensão de todos sobre as dificuldades enfrentadas pelas empresas — conclui.

Prefeitura


Também questionada anteriormente sobre a questão, a Prefeitura reforçou que não haverá reajuste da tarifa neste ano. Em contrapartida, é repassado R$ 530 mil mensalmente de subsídio ao transporte coletivo.

Foto: Divulgação

Motoristas seguem sem definição do reajuste

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